A política mais uma vez nos surpreende com tramas e jogadas

Por Alife Campos 05/10/2016 - 01:50 hs
A política mais uma vez nos surpreende com tramas e jogadas
Dr. Hildon (PSDB) e Léo Moraes (PTB)

A política brasileira mais uma vez nos surpreende com todas as tramas e jogadas políticas, cada vez mais elaboradas pelos políticos profissionais, é como se vivêssemos numa sequência infinda, de episódio após episódio, de House of Cards.

Todos os partidos perderam votos nas disputas pelas prefeituras, se compararmos esta eleição com a de 2012, mais o PT, partido mais forte até então, despencou da primeira para a nona posição. Desde então não apareceu um ser humano que questionasse a veracidade, nas contagens de votos registrado pelas urnas eletrônicas como aconteceu em 2014, quando a direita publicou vários vídeo-montagens para sugerir que a votação havia sido fraudada.

Nos resta apenas a ´certeza` que de lá para cá o sistema, sob o comando da direita, se tornou o mais confiável e incorruptível que já existiu. Vê a diferença de quem respeita a democracia? A comemoração da direita nas redes sociais demonstra que o ódio e o preconceito se agigantaram e definiram o resultado que reduz não só a musculatura dos partidos mas a consciência do brasileiro.

Temer votou na primeira hora do dia com medo de encarar o povo e Dilma quase foi agredida quando a polícia militar censurou a cobertura da imprensa a cacetadas. Foram eleitos em primeiro turno 23 milionários, 10 do PSDB, não que isso seja errado mas registre que é daí que saíram as políticas elitizadas, e foi o discurso religioso que impulsionou candidatura de prefeitos e vereadores em todo o país, um contraste bizarro com a fé cristã.

Bastam alguns minutos na internet para ver que a maioria não amam a todo o próximo como o que está mais próximo, são tempos de intolerância medo e guerra.

A mistura de ódio e pré-conceito, como combustível nas duas eleições, vai ainda gerar desdobramentos imprevisíveis e perigosos. A esquerda derrotada, nas urnas, vai juntar seus cacos e formar uma frente ampla para encarar a onda conservadora que atingiu um nível mortal, mas a direita, ela segue histérica entorpecida por motivações de estrema direita. São tempos medonhos em que reina a perseguição e a hipocrisia. O PMDB, o PSDB e o PP, líderes nas delações premiadas da operação lava jato, saíram maiores das urnas graças a falsa moralidade da sociedade que prega da boca pra fora o fim da corrupção.

Mais de duas mil mulheres concorreram as prefeituras, mas em cada 10 candidatos eleitos no 1 turno só uma se elegeu, o brasileiro de modo geral acha que o lugar de mulher realmente não é na política, um voto consciente mas ao mesmo tempo inconsciente impulsionado pela mídia que se mostrou tantas outras vezes manipuladora. Vemos infindáveis postagens de alunos em continência como forma de apoio ao deputado Jair Bolsonaro.

Basta uma simples olhada, não mais que alguns segundos, para entender quem são e porquê o apoiam. Em Porto-Velho as eleições seguem acirradas, saímos até na veja ´´Porto Velho recusa ficha-suja e tenta varrer a marca da corrupção`` um grande avanço na nossa política. No primeiro turno surpreendemo-nos com a classificação do candidato Dr. Hildon, que ocupava uma das últimas posições segundo a pesquisa de ibope, e do candidato Léo morais, que cá entre nós, era mais do que obvio.

É fato que a classificação de Hildon é oriunda da viralização de uma parte do debate onde o mesmo diz conhecer um corrupto em apenas 2 minutos de conversa, mas o que nos chama a atenção é justamente que tão grande talento que ele possui mostra-se falho na presença expedito júnior, além de que o apoio declarado da deputada federal Mariana carvalho, ao candidato, junto a renúncia pela prefeitura não veio por acaso, já que a mesma junto ao seu pai, não duvido nada, estão trabalhando para redução da idade mínima para o senado, para que? só deus sabe! E não preciso nem falar dos boatos da candidatura do pai dela ao governo do estado de RO... Oligarquia política? O que os impedem, não é mesmo? A oligarquia de extrema direita, ideologicamente conservadora e tradicionalista que o mundo está cansado de conhecer e que persiste em escolher, mais e mais vezes, nos faz até pensar que a história não teve nada a nos ensinar.

Mas como política é algo que nós fazemos todos os dias, através das escolhas, torno publica a minha escolha e declaro o meu apoio ao candidato Léo Morais, um candidato que conhece a cidade, conhece os problemas e principalmente convive com a cidade, e isso para mim é definitivamente o essencial num político que escolho para comandar a prefeitura desse nosso maravilhoso município, uma antítese evidente em relação ao candidato concorrente que nem se quer conhece as Três Marias e muito menos o nome dos bairros, como ficou provado nos debates.

O Léo por mais que não seja o candidato que contemple todas as perspectivas, é um cara PROGRESSITA. Ele foi o único deputado na câmara legislativa, sozinho, a fazer defesa de temas pensando nas pessoas, no bem coletivo, totalmente diferente da mentalidade dos tucanos, que é uma mentalidade classista, que segrega, uma mentalidade de mercado, e devo lembrar-lhes de que vivemos numa cidade profundamente desigual, e não podemos ter um governo que olhe só para uma parcela da população, e justamente a parcela mais privilegiada.

Por Alife Campos Inspirado em Luciana Oliveira