O salto no escuro (uma história da pandemia COVID-19) Capítulo 60

Por Confúcio Moura 21/04/2021 - 15:26 hs

Falei no capítulo 59 que daria um tempo para continuar com a série. Se não fizer esta pausa, terminarei repetindo demais, indo e voltando. Estou vendo que o cenário da política deverá ocupar o nosso país. Ficaremos entre a COVID-19 e a CPI. Enquanto isto, não temos ainda aprovado o Orçamento da União nem as reformas essenciais para o Brasil sair do atoleiro. A educação básica completamente sem rumo. Está vendo aí?

A vacina é o grande anseio e a esperança de todos nós. Ainda é tempo de investirmos nos laboratórios nacionais. A vacina transformou-se em tema estratégico para os países produtores, mesmo sendo produzida por empresas privadas. Presumo que tenha recebido incentivos importantes dos seus governos nacionais. E agora, quem tem vacina, retém para seu próprio povo. E vai soltando, devagarinho, desde que os países solicitantes estejam comungando de políticas internacionais e acordos diplomáticos.

Como que dizendo – “venha comer aqui na minha mão”, senão não tem vacina para vocês!!! Rararará! E todo mundo sabe, que em matéria de capitalismo e poder político – o coração fica de lado. Não adianta nada ficar lamuriando, falando dos nossos potenciais, do nosso tamanho territorial, das nossas águas doces e rios caudalosos. Os negócios das vacinas têm motivações que fogem à minha compreensão. Vamos deixar esta história de lado.

Enfim, o que temos que fazer é investir pesado e, com todo gás político, no Butantan para a produção rápida da BUTANVAC, na USP de Ribeirão Preto, que está a mil para mais uma vacina, e na Universidade de Minas Gerais também. Temos ótimos pesquisadores.

Poderemos ter vacina para todo o povo brasileiro sem ficar neste chove e não molha de contar com vacinas alheias, que podem chegar ou não. No mais, e bem mais rápido, parcerias com os quatro laboratórios produtores de vacinas para animais, com pequenos investimentos em suas plantas industriais, que podem produzir IFA e termos vacinas suficientes para o Brasil inteiro e ainda poder atender aos outros países. Isto tudo, ainda este ano. Temos cartas na manga. Vamos usar.