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Porto Velho,03/10/2022

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Juiz de Rondônia suspeito de corrupção tinha dois policiais como “capangas”

Juiz de Rondônia suspeito de corrupção tinha dois policiais como “capangas”

QUADRILHA

A prisão do juiz de Buritis, Hedy Carlos Soares, teria sido resultado de um trabalho iniciado pela Polícia Civil de Rondônia para investigar uma Organização Criminosa. Durante grampo telefônico, autorizado pela Justiça, foi descoberto parte dos delitos.


DENÚNCIA

Na decisão do desembargador Osny Claro de Oliveira Junior, com 76 laudas, o magistrado destaca que o juiz Hedy Soares seria  líder de uma quadrilha e usava do prestígio institucional para atender interesses pessoais.


DESAVENÇA


Parte da investigação contra o juiz começou quando teria ocorrido desavença entre ele um sócio, em negócios envolvendo compra e venda de gado. A mulher do sócio de Hedy registrou ocorrência policial contra o juiz porque o marido teria sido ameaçado.


DESAVENÇA 2


O juiz queria receber uma suposta dívida de três milhões de reais, e teria usado  dois policiais civis do Estado de São Paulo para intimidar o sócio a pagar o valor. Ele teria sugerido a  assinatura de uma procuração que permitiria a administração de todos os bens do casal.



DESAVENÇA 3


A procuração, segundo as investigações, seria para um homem identificado como “laranja” do juiz Hedy soares. As negociações teriam ocorrido no escritório da advogada Bárbara Siqueira Pereira, também presa na operação da polícia.


JAGUNÇOS


As investigações também apontam que os dois policiais civis de São Paulo, que trabalhavam para o juiz Hedy Soares,  teriam vindo à Rondônia diversas vezes para realizar cobranças em favor do magistrado.





“CLIENTES”

As investigações revelam diversas transferências de valores de clientes do juiz que teriam pago por sentenças. A própria denunciante, mulher do sócio de Hedy Soares, teria movimentado mais de 04 milhões de reais em sua conta pessoal.



DECISÃO

No despacho do desembargador Osny Oliveira Junior, que sustenta o pedido de prisão do juiz Hedy , ele sugere que os negócios realizados pelo magistrado não seriam pecuária, como informado na ocorrência policial registrada pela mulher do sócio do juiz.


MENSAGENS


No processo também estão diversas conversas  do juiz pelo whatsApp. Em uma delas com o sócio nos negócios de pecuária, o homem reclama da pressão realizada por uma advogada. O juiz explica que a advogada estaria cuidando de “coisas que ninguém sabe”.


CRIMES

Até o momento o juiz é investigado pelos crimes de organização criminosa, extorsão, lavagem de dinheiro, coação no curso de processo, denúncia caluniosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

EXPLICAÇÃO

Ao decretar a prisão do juiz, o desembargador fez questão de enfatizar a conduta inadequada de um magistrado que tem por obrigação ser exemplo para a sociedade.

EXPLICAÇÃO 2

 Além disso, o desembargador apontou que a prisão preventiva é necessária para que o magistrado, agora afastado, não atrapalhe a investigação ou volte a cometer delitos.


APREENSÃO


Além  do afastamento do cargo, o juiz teve o porte de arma suspenso e três pistolas apreendidas. Ele continua preso.


SÃO PAULO


Um dos policiais civis do Estado de São Paulo que seria capanga do juiz está preso. O outro está foragido.

PASSADO

Antes desse caso, o juiz Hedy soares já havia sofrido punição do TJRO. Ele trabalha em Porto Velho e uma das punições foi a transferência para uma pequena comarca do interior.


BRIGA


Em 2015 ele se envolveu em uma briga no Espaço Alternativo. O juiz teria sacado uma arma e ameaçado um professor. Ele teria ainda ligado para a PM e comunicado o falso roubo de um celular.


BRIGA 2

Na verdade a briga teria ocorrido por conta de mulher. O juiz estaria namorando a ex-companheira do professor. Quando o trio se encontrou houve bate-boca, e  o juiz e o professor começaram a discutir.


FUGA


Quando os ânimos se acalmaram, o juiz foi embora do local antes da chegada da PM. Várias testemunhas teriam presenciado a situação e confirmado que a história do roubo do celular era mentirosa.


OUTRO LADO


A coluna não conseguiu contato com a defesa do Juiz Hedy Carlos  Soares e nem com a defesa da advogada  Bárbara Siqueira Pereira.



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