Médica autista atua na linha de hospital de campanha em Porto Velho

A superdotação intelectual ajuda a entender parte de seus feitos. Ela entrou para a faculdade de ciências sociais da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) em 2011, com apenas 14 anos.

16/04/2021 - 13:58 hs

A covid-19 mantém o estado de Rondônia em alerta vermelho. No Hospital de Campanha Zona Leste de Porto Velho, montado no antigo Cero (Centro de Reabilitação de Rondônia), a médica Larissa Rodrigues Assunção, 26, gerencia protocolos e define pautas técnicas junto ao governo estadual. Uma hora, ela está atualizando prontuários e dando ordens. Dali a pouco, faz uma intubação. Mais tarde, conversa com o secretário estadual da Saúde da cidade. Em carga horária de 80 horas semanais, ela é diretora clínica do hospital e também atende aos pacientes em plantão.



Larissa Assunção atende em ambulância na frente do Hospital de Campanha Zona Leste
Imagem: Ísis Capistrano/UOL


Ser muito jovem para o cargo não é a questão mais importante: Larissa foi diagnosticada com transtorno de espectro autista na infância. A família logo percebeu que havia algo diferente acontecendo. Ela vivenciou bullying e trocou muito de escola: tinha dificuldades de relacionar-se, interagir com colegas e professores, fazer contato visual com alguém. E era, além de tudo, uma criança brilhante.

Larissa Assunção em atendimento no hospital de campanha de Porto Velho (RO) - Ísis Capistrano/UOL - Ísis Capistrano/UOL Larissa Assunção atende em ambulância na frente do Hospital de Campanha Zona Leste Imagem: Ísis Capistrano/UOL

A sua história foi destaque no portal TAB, da UOL, onde a médica concedeu entrevista contanto um pouco da sua história na medicina e as dificuldades enfrentadas. LEIA AQUI.