Família indiana morre congelada ao tentar atravessar fronteira entre Canadá e EUA

O casal e os dois filhos deles, de 11 e 3 anos, foram encontradas mortos. Temperatura do local era de -35° C

28/01/2022 - 22:46 hs

Uma família indiana de Gujarate, de quatro pessoas, incluindo uma criança de 3 anos, morreu congelada ao tentar atravessar a pé a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos. Segundo a BBC News, as autoridades que investigam o caso suspeitam que a família foi vítima de tráfico humano. Jagdish Patel, de 39 anos, Vaishailben Patel, 37, e seus filhos Vihangi, 11, e Dharkmik, 3, chegaram a Toronto, no Canadá, no dia 12 de janeiro. De lá, seguiram para Manitoba, província localizada no centro longitudinal do Canadá. A família seguiria para Emerson, na Georgia, mas não resistiu ao frio de -35° C. De acordo com informações preliminares, os Patel não tinham família ou conhecidos no Canadá ou nos Estados Unidos. As identidades foram reveladas pelo Alto Comissariado da Índia do Canadá e, posteriormente, confirmadas pela Polícia Montada Real Canadense (RCMP), de acordo com a BBC. O superintendente da RCMP, Rob Hill, afirmou que “este é um longo período de tempo para uma família que não está familiarizada com o Canadá viajar pelo país”, disse Hill. Acredita-se que alguém possa ter facilitado a viagem da família. Tráfico humano A polícia investiga se os Patel foram vítimas de tráfico humano, já que, no mesmo dia em que tentavam atravessar a fronteira, foi relatada a presença de um cidadão norte-americano conduzindo um veículo com 15 pessoas nos arredores da fronteira. Além de ter outros indianos na van, o homem portava suprimentos. O presidente da Associação Indiana de Manitoba, Ramandeep Grewal, manifestou pesar pela perda da vida dos quatro integrantes da família Patel: “Há um senso comum de sentimento de culpa, como se algo tivesse dado errado. Você não se expõe a esse grau de frio por minutos, muito menos horas”, lamentou. Grewal também mandou um recado para outras família que têm a intenção de realizar a travessia de maneira arriscada. “Se há mais alguém que está no mesmo barco, que está tentando atravessar… Não vá, não ouça as pessoas que estão lhe dizendo que podem ajudar”, alertou. Por Mariana Costa METROPOLES