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Porto Velho,30/09/2022

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Aumento do número de milionários e bilionários no Brasil causa fila para comprar jatinhos

Os milionários e bilionários do Brasil estão fazendo fila para comprar jatinhos.


Aumento do número de milionários e bilionários no Brasil causa fila para comprar jatinhos


Empresas do setor de aviões particulares afirmam que o aquecimento do mercado, que vem tendo uma alta demanda nos últimos meses, está fazendo milionários e bilionários esperarem em fila para comprar seus jatinhos.

Um levantamento feito em 2021 pela consultoria Wealth-X apontou que o Brasil é o segundo país a deter mais aeronaves particulares no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Uma possível explicação para o aumento do interesse em tais aeronaves estaria na pandemia. A crise sanitária teria feito com que os super-ricos buscassem alternativas para fugir do risco de contaminação.

Outro aspecto para se levar em conta, segundo o presidente da empresa de avião executiva Flapper, Paul Malick, é o aumento, nos últimos dois anos, do número de milionários e bilionários.

Bruna Strambi, diretora de uma das maiores companhias de aviação executiva do Brasil, alega que o Hondajet, um modelo fabricado pela Honda, avaliado em US$ 6 milhões (cerca de R$ 27,8 milhões na cotação atual) tem uma longa fila, com entregas a serem feitas a partir de 2025.

O prazo distante indica que a oferta não foi acompanhada pela explosão de demanda. Além disso, a quebra das cadeias de suprimentos globais dos últimos meses afetou a produção e manutenção dos aviões.

Nesse ambiente aquecido, até o mercado de seminovos inflacionou, de acordo com o diretor de vendas da Líder, Anderson Markiewicz.

O Brasil conta com mais de 16 mil aviões particulares, incluindo jatinhos, aviões, turboélices e helicópteros. Apenas os jatos tiveram sua frota aumentada em 8,5% entre fevereiro de 2021 e o mesmo período em 2022.

Entre os modelos mais desejados estão o Phenom 300, da Embraer, avaliado em mais de US$ 7 milhões, cerca de R$ 32,4 milhões, e os turboélices da família King Air, que custa cerca de US$ 7,5 milhões, o equivalente a R$ 37,1 milhões. De acordo com a Embraer, a companhia vendeu 86 jatos executivos em 2020, 93 em 2021, e projeta um aumento em 2022 entre 100 e 110 aviões.

*As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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