Informatização de escolas na Amazônia

Projeto de Senador de Rondônia é destaque no Senado Federal

10/05/2022 - 12:36 hs

Em dezembro de 2021, o projeto Amazônia 2030 publicou o relatório “A educação na Amazônia legal – diagnóstico e pontos críticos”. A pesquisa identificou que os jovens e adolescentes que vivem na Amazônia Legal cursam o ensino médio acima da idade esperada. Também abandonam a escola mais do que os jovens de outras partes do Brasil. Uma das consequências é o aumento da procura pelo programa Educação de Jovens e Adultos por parte de quem não conseguiu concluir os estudos na idade adequada. Entre os fatores que levam a essa situação está o número reduzido de vagas em escolas na zona rural, as altas taxas de analfabetismo e reprovação, e a desilusão do jovem com os índices de desemprego.

Um dos dados preocupantes é a baixa taxa de escolarização. Da educação infantil ao ensino superior, o número de pessoas estudando na Amazônia é proporcionalmente menor do que o verificado no restante do país. Já no ensino fundamental as estatísticas da Amazônia são semelhantes ao resto do país. Esse quadro indica que a Amazônia está desperdiçando a oportunidade de gerar riqueza com a população jovem que possui. O chamado bônus demográfico poderia auxiliar na criação de novas empresas, postos de trabalho e tributos.

O relatório destacou que é necessário criar mais vagas para o ensino médio na área rural e para a educação infantil em toda a Amazônia. Para o senador Confúcio Moura (MDB-RO), a informatização nas escolas poderá ajudar a reverter esse quadro, tornando o ensino mais produtivo e atraente. Ele lançou recentemente no estado um projeto baseado em proposta do Instituto Federal de Rondônia.