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Porto Velho,30/09/2022

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Ao EUIDEAL, Thiago Flores confirma candidatura e fala sobre mágoa com Redano, Garçon e polêmica com o AVANTE


Ao EUIDEAL, Thiago Flores confirma candidatura e fala sobre mágoa com Redano, Garçon e polêmica com o AVANTE


Dando sequência a rodada de entrevistas que o Eu Ideal vem realizando com pré-candidatos e, agora após as convenções, oficialmente candidatos, confira mais um bate-papo que tivemos dessa vez com o ex-prefeito e agora postulante ao cargo de deputado federal, Thiago Flores.

EU IDEAL: Thiago, é sabido em Rondônia, o famoso “bolsonarismo” é muito forte ainda. Muito embora o senhor seja uma pessoa moderada, como encara isso? Qual a sua preferência para presidente da República?

THIAGO FLORES: Na verdade é o seguinte: eu voto em Bolsonaro. Votei uma vez e voto de novo. Eu vejo que nós temos que ser autocríticos no sentido de que algumas no governo Bolsonaro nós não conseguimos alcançar. Algumas metas não foram atingidas. Houve alguns exageros, mas eu continuo sendo bolsonarista. O que eu vejo, e respondendo a tua pergunta, é que algumas pessoas que pretendam algum cargo e que elas se espelham no Bolsonaro sem ter um conteúdo próprio, e por isso que eu penso que nossa candidatura se destaca, pois temos princípios próprios, valores e trabalho para mostrar que eu procuro exaltar. Por isso que acredito que muitas pessoas não têm o que falar de si e acabam usando o nome do presidente para isso.


EU IDEAL: Explica para a gente a sua mudança recente de partidos e o porquê de retornar para o MDB.

THIAGO FLORES: Eu estava no MDB enquanto prefeito. E de lá fui para o PSL, à época do Bolsonaro. E eu fui o primeiro prefeito do estado de Rondônia que foi para o PSL antes das eleições, pois acreditamos na proposta do Bolsonaro. E quando o presidente saiu do PSL, nós saímos juntos. Na oportunidade, eu fui convidado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Redano, para ir para o Republicanos. Então, eu saí do MDB para o PSL, e do PSL para o Republicanos. Eu tinha pretensão de sair, à época, candidato a deputado federal pelo Republicanos. Acontece que o ex-deputado Garçon e o Redano me procuraram e informaram que, muito provavelmente, o Republicanos não conseguiria formar uma nominata para 2022. E como eles não queriam me prejudicar, me orientaram a não sair pelo partido. Em sequência, dei início a várias tratativas com os outros partidos, até que conversei com o deputado Jair Montes para tentar uma vaga no Avante e fui muito bem recebido pelo Avante, pelo Jair Montes, Dr. Breno e Dr. Wellison Nunes, candidato de Nova Mamoré. Muito embora eu já estivesse no Avante, ainda sim mantive conversas republicanas com os demais partidos, como no caso do PSC, quando migrei para ele e permaneci até as vésperas das convenções, quando fui informado que dois fortes nomes que estavam compondo a nominata, permaneceram no União Brasil formando a base do governador Marcos Rocha. Assim, encerrei as conversações com o PSC e iniciei o diálogo com o MDB. Então resumidamente, a minha história foi essa.

EU IDEAL: O senhor se sentiu prejudicado pelo ex-deputado Garçon na sua passagem pelo Republicanos?


 THIAGO FLORES: Acho que a palavra correta é frustração. Me senti bastante frustrado pois criei uma expectativa. Fui para o Republicanos para ser o candidato a deputado federal lá, o convite foi feito pelo Garçon e pelo Redano, nós temos até uma foto juntos quando fui convidado. No meu entendimento, se houvesse mais boa vontade comigo, acredito que o rumo teria sido outro. Quando eu vi que eles estavam se movimentando para montar uma nova nominata, confesso que fui atrás deles e disse “pô (sic), vocês não me convidaram para eu me retirar?” E a resposta que tive, franca e sincera, foi que “com você aqui, ninguém vinha”.

EU IDEAL: O senhor acha que isso possa ter frustrado um pouco sua candidatura para deputado federal?

THIAGO FLORES: Minha história sempre foi de bastante luta. Quando cheguei aqui em Rondônia, eu não tinha nem um “amigo de um amigo”, então sempre fui desafiado por diversos obstáculos. Desde minha primeira propositura, sempre fomos postos à prova quanto aos desafios que apareciam na nossa trajetória. Hoje, muitas pessoas do meio político desacreditam na nossa candidatura, mas isso não é incômodo algum para o nosso projeto.

EU IDEAL: Como o senhor avalia o governo do Marcos Rocha?

THIAGO FLORES: Sou suspeito para falar do Marcos Rocha porque nossa relação é antiga, desde o tempo do PSL quando ele foi candidato a deputado federal por lá. Na época, éramos do mesmo partido. Ele, enquanto presidente do partido, me convidou para desenharmos juntos um grande projeto para o estado. Eu vejo nele uma pessoa muito honesta e que conseguiu, na pandemia, trazer o estado. Para quem está de fora da iniciativa pública, é difícil você fazer qualquer compra com urgência. E a pandemia exigiu dos gestores agilidade, sempre sem esquecer da legalidade. Por isso acredito na sua reeleição.

EU IDEAL: Diante desse cenário, muito provavelmente o senhor apoiará o atual governador Marcos Rocha, mas como o senhor enxerga esse apoio tendo em vista a posição do seu atual partido (MDB) e a fala do senador Confúcio Moura que afirmou recentemente “Marcos Rocha não”?

THIAGO FLORES: Vou seguir a linha do partido. O fato d’eu falar bem do Marcos Rocha, não quer dizer que tenho alguma diferença com o Marcos Rogério. Até porque ele é um grande amigo e eu vejo que ele é uma liderança forte dentro do nosso estado. Mas destaco que não é uma orientação estrita do meu partido, pois o Marcos Rocha me honrou com um cargo de confiança como delegado de Polícia Civil do interior do estado, eu era responsável por todo o interior de Rondônia. Então, fora a condução durante a pandemia e honestidade que já mencionei anteriormente, tenho uma gratidão moral que tenho a ele. O MDB, infelizmente, está rachado lá e cá. O meu apoio ao governador Marcos Rocha não é nenhum demérito ao Marcos Rogério, até porque enquanto eu era prefeito, o Marcos Rogério foi um grande parceiro de Ariquemes, tanto quanto disponibilização de emendas e ações do governo federal. Gosto muito dos dois, tenho a minha admiração pelo Marcos Rogério e minha gratidão moral como o governador Marcos Rocha.



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