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Porto Velho,03/10/2022

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Órgãos doados por vítima de acidente de trânsito salvam vidas com transplantes de córneas e rins no HB

Vítima fatal de acidente de trânsito possibilitou a extração de cinco órgãos, salvando a vida de pessoas que aguardavam a oportunidade


Órgãos doados por vítima de acidente de trânsito salvam vidas com transplantes de córneas e rins no HB


PORTO VELHO - Em cinco anos, a equipe médica especializada do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro fez 480 cirurgias de transplante, beneficiando pacientes de Porto Velho e do interior do estado. Nesse período, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) totalizou 95 transplantes de rins e 385 de córneas.


O HB é hospital referência na região norte brasileira. A realização, remoção e transplante de órgãos no Estado de Rondônia já está autorizada pelo Sistema Nacional de Transplante (SNT).

Em junho deste ano, a Sesau criou mais 49 leitos clínicos, dos quais, quatro leitos semi-intensivos. O hospital oferece residência para especialidades de acesso direto, pré-requisito em cirurgia geral e em pediatria.

Enquanto o transplante de córneas acontece com a boa vontade de muitos doadores e até sobram órgãos, o de rins ainda depende deles, ou seja, a fila existe e precisa ser diminuída.

A doação de órgãos é um gesto de empatia e solidariedade de quem a pratica, lembra a a coordenadora de Organização de Procura de Órgãos de Rondônia, enfermeira Erika Fernanda.

Segundo ela, a equipe especializada está credenciada a viajar até a cidade do hospital que receber o órgão da pessoa doadora, e ali mesmo realizar o procedimento. Para tanto, a Sesau exige que esse hospital tenha estrutura para a cirurgia.

Allan Uchoa Vieira, de 32 anos, vítima fatal de acidente de trânsito em Porto Velho, conhecido de muita gente em Porto Velho, pelo entusiasmo que transmitia, teve seus órgãos captados no dia 2 de agosto, no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II. Com isso foram possíveis transplantes de cinco órgãos.

Fernanda explica como é o contato com a família do paciente apto à doação de órgãos: “a equipe lhe apresenta a possibilidade de seu ente salvar vidas, que podem ser crianças, adultos, idosos, enfim, todos os que aguardam um sim para receber uma nova chance de vida.”

De acordo com Walter Junior, irmão de Allan Uchoa, mesmo com a dor da perda, a família decidiu realizar um ato que salvaria muitas vidas.

“Meu irmão era um homem muito bom, não bebia, não fumava e tinha muita saúde. E Deus deu essa oportunidade para que ele ajudasse ao próximo, mesmo no leito de morte. Acredito que através dessa doação ele ainda viverá noutras pessoas”, relatou.

Segundo Walter, Allan “gostava de fazer o bem, sem olhar a quem”.


COMO SER DOADOR

∎ No Brasil, existem duas formas de doar órgãos, sendo um doador voluntário em vida e após o falecimento com autorização da família.

∎ O doador voluntário, em vida, pode doar um dos rins, parte do fígado, medula óssea ou parte do pulmão, para pessoas de até o quarto grau de parentesco e cônjuges.

∎ O Brasil é o segundo país de referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de doação no mundo, informa o Ministério da Saúde.

∎ Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

MONTEZUMA CRUZ

Com informações da Ascom Sesau

Fotos de Ítalo Ricardo



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