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Porto Velho,04/12/2022

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ONU: países estão longe do prometido para conter crise climática

Fonte: g1.globo.com
ONU: países estão longe do prometido para conter crise climática



Agência de mudanças climáticas divulgou relatório sobre como e se os países signatários do acordo do clima têm buscado medidas para reduzir aumento de temperatura global. Incêndio devastador atinge ilha grega de Evia. Cientistas apontam elo entre eventos extremos e mudança climática.
Angelos Tzortzinis/AFP
Os compromissos internacionais sobre o clima estão muito longe de responder ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius, advertiu nesta quarta-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).
“A tendência de queda nas emissões esperada para 2030 mostra que as nações fizeram algum progresso este ano”, disse Simon Stiell, secretário-executivo da agência da ONU para Mudanças Climáticas.
"Mas ainda não estamos nem perto do nível e do ritmo das reduções de emissões necessárias para nos colocar no caminho de um mundo de 1,5 grau Celsius".
Nesta quarta, a ONU publicou um relatório com um resumo detalhado dos últimos compromissos dos países signatários do Acordo de Paris.
A publicação acontece a menos de duas semanas do início da conferência mundial sobre o clima, a COP27, que este ano ocorrerá no Egito.
Ainda segundo o secretário-executivo da agência, embora 183 países (incluindo o Brasil) tenham concordado em revisar e fortalecer seus planos climáticos no ano passado na COP26, apenas 24 forneceram planos climáticos atualizados ou novos desde então, as chamadas NDCs, sigla em inglês quer dizer contribuições nacionalmente determinadas.
"[Isso] é decepcionante. As decisões e ações do governo devem refletir o nível de urgência, a gravidade das ameaças que estamos enfrentando e a falta de tempo que nos resta para evitar as consequências devastadoras das mudanças climáticas descontroladas".
Desmatamento global
Em um levantamento independente divulgado há dois dias pela Forest Declaration Assessment (Avaliação da Declaração Florestal), estudo feito anualmente por organizações da sociedade civil, apesar do compromisso firmado na COP26, em 2021, o mundo está longe das metas internacionais de suspensão da perda e da degradação florestal para 2030.
Uma área da floresta Amazônica consumida pelo fogo perto de Novo Progresso, no estado do Pará, em foto de agosto de 2020.
AP Photo/Andre Penner
Na conferência do clima de Glasgow, o Brasil e mais de 100 países firmaram um acordo para proteger florestas, reverter o desmatamento e a degradação de terra até o fim da década, mas os números atuais de redução apontam que o mundo não está no caminho certo para esse marco.
De acordo com o estudo, o desmatamento global diminuiu "modestos" 6,3% em 2021 em comparação com a taxa de base de 2018-20.
Com isso, a área degradada de florestas pelo mundo chegou a quase 7 milhões de hectares no ano passado, uma região equivalente ao tamanho da Irlanda.
Apesar dessa queda, impulsionada muito pelo progresso de países como a Indonésia e a Malásia, uma redução de 10% no desmatamento a cada ano é necessária para interromper completamente o desmatamento até 2030, segundo o levantamento.
* Com informações da AFP




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