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Porto Velho,04/12/2022

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PF faz operação contra tráfico de drogas em Rondônia e mais três estados

Agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 16 veículos e 66 imóveis


PF faz operação contra tráfico de drogas em Rondônia e mais três estados

A PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Pavo Real em Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal, na manhã desta terça-feira (22). Os policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 16 veículos e 66 imóveis que permanecem na posse do grupo criminoso, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Porto Velho (RO).

De acordo com a PF, a ação ocorre em continuidade aos trabalhos investigativos visando a descapitalização patrimonial de organização criminosa dedicada à prática do crime de tráfico internacional de drogas.

As investigações começaram em fevereiro de 2019 pela Polícia Federal a partir dos levantamentos realizados e constatação da existência de uma organização criminosa voltada para a ocultação do patrimônio obtido com o tráfico internacional de drogas, composta, em grande parte, pelos familiares do investigado preso no interior da Penitenciária de segurança máxima em Porto Velho.

Agentes Federais de Execução Penal apreenderam, na cela do interno na Penitenciária Federal de Porto Velho, bilhetes redigidos de próprio punho contendo anotações de diversos imóveis identificados apenas por siglas e codinomes, tanto no Brasil quanto no exterior.

Com a liderança exercida pelo interno e seu filho, os investigados se associaram para a perpetuação e controle do tráfico internacional de drogas na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

1ª Fase da operação


Em junho de 2019, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação com o cumprimento de mandados de busca em imóveis de alto padrão na cidade de Porto Velho, alugados pelos familiares do interno, ocasião na qual ocorreu a apreensão de arma, munições e diversos documentos e equipamentos eletrônicos que reforçaram o esquema de lavagem de capitais.

A segunda fase da operação foi deflagrada em julho de 2020 com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Receita Federal, desmantelando financeiramente a organização criminosa dedicada à lavagem e ocultação de bens, direitos e valores obtidos através do tráfico internacional de drogas, com a prisão de seus líderes e o sequestro dos bens adquiridos com dinheiro ilícito.

À época foram cumpridos 21 mandados de prisão e cinco mandados de prisão domiciliar em razão das investigadas possuírem filhos menores de 12 anos, além de 67 mandados de busca e apreensão.

A Justiça Federal determinou o sequestro específico de 17 veículos de luxo, avaliados em R$ 2.3 milhões, além do sequestro de todos os veículos em nome/em uso pelos investigados e cerca de 50 imóveis,com valores que superam a quantia de R$ 50 milhões.

Mesmo sem a apreensão de qualquer substância entorpecente ao longo da investigação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 (noventa e seis) investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a suspensão da atividade comercial de 22 empresas utilizadas pela organização criminosa para a movimentação dos valores ilícitos.

Fruto da análise dos materiais obtidos na deflagração das fases anteriores, a Polícia Federal identificou novos indivíduos envolvidos no esquema de ocultação do patrimônio, com a localização de imóveis e veículos pertencentes à organização.

Atual fase das investigações

Nesta nova fase das investigações, a partir da análise dos dados, foram identificados 58 veículos e 73 imóveis de luxo e elevado valor, avaliados em mais de R$ 80 milhões, sendo que parte desses bens já haviam sido vendidos a terceiros de boa-fé.

Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos Estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal, além do sequestro de 16 veículos e 66 imóveis que permanecem na posse do grupo criminoso, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Porto Velho.

O nome da operação faz referência à alcunha (codinome) pelo qual é chamado o investigado, sendo mundialmente conhecido pelo seu envolvimento com o tráfico internacional de drogas e armas; tendo permanecido preso no Paraguai durante vários anos até ser expulso para o Brasil, em 2017, quando passou a cumprir sua pena em estabelecidos prisionais federais.






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