Preso há 5 meses, jornalista que é réu por estuprar menino de 11 anos passará por audiência
Réu está preso há cinco meses; caso envolve denúncia de abuso contra menino de 11 anos
Reprodução Está prevista para esta semana mais uma audiência do processo em que o jornalista Renan Lopes Gonzaga, de 36 anos, é réu pelo crime de estupro de vulnerável, em Campo Grande. Nesta segunda-feira (2), completam-se cinco meses desde que ele foi preso preventivamente.
O jornalista foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) em novembro do ano passado. O caso veio à tona após o registro de desaparecimento de um menino de 11 anos, no dia 1º de setembro.
Na ocasião, a mãe da criança procurou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que iniciou as investigações e localizou o menor no apartamento do acusado, onde ele foi preso sob suspeita do crime.
A audiência foi agendada pela Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente e será conduzida pelo juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, na próxima quarta-feira (4).
Supostos aliciamentos
Conforme apurado no inquérito, o jornalista oferecia atrativos como jogos de videogame, comida e acesso à piscina para que crianças e adolescentes fossem até seu apartamento.
Em depoimento, o acusado afirmou que os próprios meninos teriam pedido para passar a noite no local. Ele declarou ainda que preparou comida, lavou roupas dos adolescentes e que eles permaneceram jogando videogame. O réu negou ter fornecido bebidas alcoólicas.
A investigação, no entanto, aponta que, no interior do imóvel, teriam ocorrido atos libidinosos contra as vítimas.
Segundo o depoimento de Renan, por volta das 2h da madrugada teria sido oferecida uma corrida por aplicativo para que os adolescentes retornassem para casa, mas eles teriam recusado. Na manhã seguinte, ao tomar conhecimento de que um dos meninos era procurado pela família, ele solicitou um veículo por aplicativo para que deixassem o local.
Repercussão no condomínio
À época da prisão, moradores do condomínio onde o jornalista residia relataram preocupação com o ocorrido. Em mensagens trocadas em grupo de WhatsApp, pais manifestaram receio quanto à segurança do residencial e à circulação de crianças desacompanhadas nas áreas comuns.
“Que medo que dá, tem de ficar em cima mesmo”, escreveu uma mãe no grupo. Outro morador comentou: “Que loucura dentro do nosso condomínio”.
O processo segue em tramitação, e o réu permanece preso preventivamente enquanto aguarda o andamento das audiências.



COMENTÁRIOS