RAIO-X DA ECONOMIA MOSTRA QUE BOLSONARO ESTÁ AFUNDANDO O BRASIL

De 22 pontos analisados, 16 apresentaram piora; outros 6 melhoraram com ressalvas.

Por Texto enviado por um leitor. 18/02/2020 - 12:45 hs
Foto: AGÊNCIA BRASIL

Poupado pela elite empresarial brasileira, Paulo Guedes é a mente por trás da política econômica do governo Bolsonaro que está levando o país à ruína. Um raio-x detalhado dos principais pontos da economia brasileira evidenciam o que a população mais pobre já sabe: o Brasil vai de mal a pior.

Os dados a seguir foram compilados de diversos órgãos do governo federal ou ligados a ele, tais como IBGE, DIEESE, e outros.

Veja o que melhorou e o que piorou na área econômica no governo Bolsonaro:

O QUE PIOROU:

BALANÇA COMERCIAL
O saldo apresentou uma redução de US$ 10 bilhões, caindo de US$ 58 bilhões para US$ 48 bilhões.

CONTAS EXTERNAS
O rombo nas contas externas cresceu de US$ 41,5 bilhões em 2018 para US$ 50,8 bilhões em 2019.

EXPORTAÇÃO
As exportações brasileiras caíram de US$ 239 bilhões em 2018 para US$ 225 bilhões em 2019.

SALÁRIO MÍNIMO
O governo Bolsonaro interrompeu uma política que permitiu 25 anos de ganhos reais aos trabalhadores, e por conta disso o reajuste do salário mínimo ficou abaixo da inflação, representando perda no poder de consumo das famílias.

RENDIMENTO MÉDIO DO TRABALHADOR
O valor médio do rendimento mensal dos brasileiros oscilou de R$ 2.332,00 para R$ 2.340,00; se levada em consideração a inflação do período, o brasileiro está ganhando menos, pois perdeu poder de compra.

COMBUSTÍVEIS
O preço médio da gasolina subiu 3,9% , enquanto o preço do diesel subiu, em média, 7,2%.

INFLAÇÃO
Os preços do gás, energia, água e gasolinas aumentaram, em média, 5,5%.
Já o índice que orienta os reajustes de aluguel no país teve alta de 7,30%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede os preços de produtos do varejo para consumo das famílias, teve elevação acumulada de 4,31%, contra 3,75 no mesmo período de 2018;

Já o INPC, que mede os preços da cesta de consumo da população com renda de até cinco salários mínimos, subiu 4,48% em 2019 contra 3,43% no mesmo período em 2018.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS
O brasileiro recorreu ao crédito para consumir.
Houve uma alta no consumo de 1,8% em relação ao ano de 2018; porém, isto foi proporcionado em grande parte pelo maior endividamento das famílias brasileiras, que hoje equivale a 44,87% da renda dos brasileiros, o maior percentual desde 2015. Não havendo melhora natural da economia, em breve poderemos ter uma retração do consumo com famílias extremamente endividadas e que já não poderão recorrer ao crédito para manter a economia do país aquecida.

CESTA BÁSICA
O preço médio da cesta básica calculado pelo Dieese teve alta acima da inflação em 94% das capitais avaliadas.

INADIMPLÊNCIA
De acordo com dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o índice de inadimplência no Brasil chegou a 65,6% em 2019, o maior patamar desde 2010.

PESSOAS SEM CARTEIRA ASSINADA
Temos mais de 11,9 milhões de brasileiros no mercado informal. No ano de 2019 houve uma alta de 3,2% em relação ao ano anterior.

CONTRIBUINTES DO INSS
Também diminuiu o número de contribuintes do INSS.
Em 2019, o percentual caiu de 63,4% para 62,9%.

PREVIDÊNCIA
O rombo da previdência ultrapassou a marca de R$ 318 bilhões, o maior da série histórica.
Já o número de idosos que sofrem com atrasos no pedido da aposentaria subiu de 1,3 milhão em 2018 para mais de 2 milhões em 2019.

CONTAS PÚBLICAS
O governo federal arrecadou mais impostos, e com isso a dívida bruta do governo geral caiu de 76,5% para 75,8%. As contas públicas fecharam deficitárias, apresentando saldo negativo de R$ 95 bilhoes.

Pior que isso, a Dívida Líquida do Tesouro Nacional cresceu de 39,7% do PIB para 42,5% do PIB.

A margem de suficiência da regra de ouro, que foi positiva em R$ 35 bilhões no ano de 2018, encerrou negativa em 2019, ultrapassando os R$ 185 bilhões. A regra de ouro impede que o governo se endivide para pagar despesas correntes, mas em 2019 o governo Bolsonaro solicitou autorização para não obedecer esta regra. Em outras palavras, o governo Bolsonaro estourou o limite do cartão de crédito.

ESTADOS COM DIFICULDADES DE HONRAR DÍVIDAS
Em 2018, 13 estados brasileiros estavam com finanças seriamente comprometidas. Em 2019 este número subiu para 16. Também aumentou o número de estados que ultrapassaram o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal – eram cinco estados, hoje são seis.

DÓLAR
A cotação do dólar encerrou 2010 em R$ 4,00; hoje está em mais de R$ 4,20. A cotação da moeda americana era de R$ 3,87 no final de 2018.

O QUE MELHOROU, MAS NEM TANTO

PIB
A economia brasileira, após ameaçar entrar em recessão, apresentou um tímido crescimento de 1% nos três primeiros trimestres de 2019.

A produção industrial, entretanto, recuou 1,1%. Das 26 atividades analisadas pelo IBGE, 16 recuaram, com destaque para o segmento extrativo que apresentou uma queda de 9,7%.

Outro indicador que apresentou queda foi o consumo do governo, que caiu 0,7%, o que é preocupante, pois o governo é um dos principais fomentadores da economia.

INVESTIMENTOS
Em 2018, o Brasil recebeu US$ 78,2 bilhões em investimentos.
Já em 2019, o país recebeu US$ 78,6 bilhões, evidenciando que a política econômica do governo Bolsonaro ainda não apresentou resultados práticos substanciais para o Brasil.

EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA
Houve um saldo de 644.079 novas vagas de emprego preenchidas com carteira assinada em 2019, o que é positivo, mas não supera os resultados obtidos entre os anos de 2004 a 2013, quando este índice esteve sempre acima de 1 milhão de novos postos de trabalho registrados – e sem cortar direitos de ninguém.

JUROS
A taxa básica de juros caiu de 6,5% para 4,5% ao ano, uma medida que governos tomam para aquecer a economia. Já a taxa média de juros ficou praticamente estável, variando de 23,2% para 23,0%.

COMÉRCIO
Houve uma desaceleração no crescimento em relação ao período anterior. O comércio obteve um crescimento de 1,8% em relação ao ano de 2018, que é uma taxa menor de crescimento que as registradas em 2018 (2,3%) e 2017 (2,1%).

BOLSA DE VALORES:
Investidores brasileiros otimistas e estrangeiros fugindo.
O Ibovespa saltou de 91 mil pontos para 115 mil pontos.

É importante destacar que este otimismo da bolsa é um efeito doméstico: maior parte dos investidores são brasileiros.

O brasil registrou a maior fuga de capital estrangeiro durante o governo Bolsonaro. Os estrangeiros retiraram mais de US$ 62,24 bilhões de investimentos no Brasil.

Um estudo mais profundo foi realizado pela equipe de reportagem da Folha de São Paulo, demonstrando que além do fiasco da política econômica, o governo Bolsonaro aprofundou problemas sociais no país, congelando o Bolsa Família, contingenciando a previdência social, reduzindo a entrega de habitações do programa Minha Casa, Minha Vida, e diminuindo o número de médicos na atenção básica de saúde.

Fonte:

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/02/no-1o-ano-de-bolsonaro-educacao-saude-e-social-pioram-criminalidade-recua-e-economia-ve-equilibrio.shtml