Eduardo Bolsonaro faz publicação contra China, apaga, e país reage: 'Vai arcar com as consequências'

Filho do presidente Jair Bolsonaro ventilou a possibilidade de uma suposta espionagem cibernética feita pelo Partido Comunista da China

25/11/2020 - 09:22 hs
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Embaixada da China rebateu, nesta terça-feira (24/11), as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre supostas espionagens cibernéticas que estariam sendo promovidas pelo Partido Comunista da China. Na manifestação, feita no Twitter, o parlamentar defendeu, ainda, a discriminação da tecnologia 5G do país asiático.


Na postagem, posteriormente apagada pelo parlamentar, o deputado federal afirmou que o Brasil irá aderir a um programa de tecnologia que “pretende proteger seus participantes de invasões e violações às informações particulares de cidadãos e empresas”. Eduardo se referia ao programa Clean Network, do governo federal.

Sem provas, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirma que as espionagens cibernéticas “ocorrem em entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China”.

As declarações não repercutiram positivamente. Em nota, os representantes chineses afirmaram que a fala de Eduardo “não são condignas com o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Isso é totalmente inaceitável e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento”, reforça a nota.

A embaixada defende já ter feito “gestão formal ao lado do brasileiro pelos canais diplomáticos”. Os representantes voltaram a defender a “parceria sino-brasileira”. “A China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil há 11 anos consecutivos e é também um dos países com mais investimentos no Brasil. Entre janeiro e outubro, as exportações brasileiras para a China foram de US$ 58,549 bilhões”.


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