Apenas Gurgacz votou à favor de Aécio; Conselho arquivou processo contra tucano

Por Juan 15/07/2017 - 21:06 hs

Por 11 votos a 4, o Conselho de Ética do Senado decidiu, nesta quinta­-feira (6), não aceitar recurso contra o arquivamento do pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-­MG).

Com a ação, o processo no colegiado está encerrado definitivamente.

Há cerca de duas semanas, o presidente do conselho, senador João Alberto Souza (PMDB­-MA), resolveu arquivar, em decisão monocrática, a ação por quebra de decoro parlamentar apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede­AP).

Na época, Souza avaliou que o pedido era improcedente e não havia provas suficientes. Após a medida do presidente, junto com outros senadores da oposição, Randolfe apresentou recurso que pedia a reabertura do processo.

Da bancada rondoniense, composta por 3 senadores, apenas Acir Gurgacz votou à favor de Aécio. Nem mesmo Raupp, que é da base do governo votou pelo tucano.

Gurgacz votou pela impunidade do senador tucano

Veja como votou cada senador:

A favor da continuidade da ação:

Lasier Martins (PSD­-RS)

Antonio Carlos Valadares (PSB­-SE)

José Pimentel (PT­CE) João Capiberibe (PSB­-AP)

A favor do arquivamento do processo:

Romero Jucá (PMDB­-RR)

Pedro Chaves (PSC­-MT)

Gladson Cameli (PP­-AC)

Hélio José (PSDB­-DF)

Telmário Mota (PTB-­RR)

Eduardo Amorim (PSDB­-SE)

Flexa Ribeiro (PSDB-­PA)

Airton Sandoval (PMDB-­SP)

Davi Alcolumbre (DEM­-AP)

Acir Gurgacz (PDT­-RO)

Roberto Rocha (PSB­-MA)

Volta de Aécio ao Senado

Aécio voltou ao Senado nesta terça­feira (4) e fez seu primeiro discurso no plenário da Casa desde que retomou as funções de seu mandato, na semana passada, após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. O tucano esteve afastado por 46 dias por determinação do ministro Edson Fachin, após ser acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Ao longo do discurso, Aécio voltou a dizer que é inocente das acusações que pesam sobre ele em inquérito aberto no STF.

O senador criticou as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, e chamou o executivo de “criminoso confesso”, dizendo ser vítima de uma “armadilha engendrada”


Fonte: Painel Político