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Porto Velho,08/04/2026

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PF pede autorização para investigar prefeito de Vilhena, que é delegado federal, e vice por suspeita de desvio de recursos e crimes eleitorais

EUIDEAL, com Rondoniaovivo
PF pede autorização para investigar prefeito de Vilhena, que é delegado federal, e vice por suspeita de desvio de recursos e crimes eleitorais Foto: Divulgação
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EUIDEAL - A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) um pedido para abrir inquérito contra o prefeito de Vilhena, delegado federal Flori Cordeiro (PODEMOS), e o vice-prefeito Aparecido Donadoni (PL), por suspeitas de desvio de recursos públicos e prática de crimes eleitorais durante a campanha de reeleição de 2024.

O pedido, assinado pelo delegado Alexandre Camões Bessa, baseia-se em um relatório técnico que levou à reprovação das contas de campanha pela 4ª Zona Eleitoral de Vilhena, em novembro de 2024. A Justiça determinou a devolução de R$ 238 mil ao Tesouro Nacional, após constatar irregularidades no uso de verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário.

🕵️‍♂️ Irregularidades e empresas investigadas

A investigação aponta suspeitas de falsidade ideológica eleitoral, uso de documentos falsos e desvio de recursos públicos, todos previstos no Código Eleitoral.

Segundo a PF, há indícios de fraude na contratação da empresa Impacto Comércio e Serviços Ltda., que recebeu R$ 182,9 mil por materiais de campanha, mas funciona em imóveis vazios e sem registro de atividade.

A sócia da empresa, Noeli Maria do Nascimento, é servidora comissionada da Prefeitura de Vilhena, o que levanta suspeitas de conflito de interesse e possível uso da empresa como fachada para movimentação irregular de recursos.

Também foram identificadas inconsistências em contratos de marketing e audiovisual, firmados com GB Mídia MKT Ltda., Rodrigo Pereira Rissi e Yure Cortez Miranda, somando R$ 180 mil, sem comprovação efetiva dos serviços.

💰 Quebra de sigilo e rastreamento

Diante das evidências, a PF solicitou ao TRE-RO a quebra de sigilo bancário e o rastreamento das transações financeiras dos investigados e das empresas envolvidas, com o objetivo de confirmar o possível desvio de verbas públicas e identificar os beneficiários reais.

Se confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em penas superiores a 15 anos de prisão.


O caso segue sob análise do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, que decidirá se autoriza ou não a abertura do inquérito.




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