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Porto Velho,08/04/2026

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O QUE MUDA APÓS A MORTE DE Juliana Mattos de Lima Santiago? PROJETO CRIA BLINDAGEM MUNICIPAL PARA MULHERES

Protocolo “Juliana Mattos” integra saúde, educação, assistência social e segurança para agir antes que a violência vire feminicídio em Porto Velho

Assessoria
O QUE MUDA APÓS A MORTE DE Juliana Mattos de Lima Santiago? PROJETO CRIA BLINDAGEM MUNICIPAL PARA MULHERES Foto: Reprodução
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A morte brutal da professora Juliana Mattos, assassinada dentro de uma sala de aula, expôs uma falha grave do poder público: a desarticulação entre os serviços responsáveis por proteger mulheres em situação de risco.

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Agora, a reação pode virar política permanente.

Foi protocolado na Câmara Municipal o Protocolo Municipal de Prevenção ao Feminicídio “Juliana Mattos”, projeto que cria uma rede integrada de prevenção com resposta rápida, procedimentos padronizados e atuação conjunta entre assistência social, saúde, educação e segurança.

A proposta deixa de lado ações simbólicas e estabelece mecanismos operacionais para impedir que ameaças evoluam para feminicídio.


O texto prevê:

triagem e classificação de risco

plano individual de segurança para vítimas

encaminhamento imediato aos órgãos competentes

protocolos obrigatórios em escolas e universidades

canais de denúncia e acolhimento

capacitação de servidores

Comitê Intersetorial permanente

Selo “Instituição Parceira Contra o Feminicídio”

e o Dia Municipal de Combate ao Feminicídio em 6 de fevereiro


As medidas constam expressamente no projeto apresentado ao Legislativo.

Segundo o autor da proposta, o foco é resolver a raiz do problema: a falta de coordenação entre os órgãos.

“Não adianta lamentar depois. Se o poder público não agir antes, a violência escala e termina em morte. O Protocolo Juliana Mattos organiza a rede, cria responsabilidade clara e obriga o município a responder rápido. É prevenção real, não discurso.”, afirmou o vereador Dr. Breno Mendes, Fiscal do Povo.

Especialistas apontam que a maioria dos feminicídios ocorre após sinais prévios ignorados ou falhas de comunicação entre serviços. O protocolo busca corrigir justamente esse ponto crítico, criando uma espécie de blindagem institucional preventiva.

Se aprovado, Porto Velho poderá se tornar um dos primeiros municípios do país a adotar uma política municipal integrada específica de prevenção ao feminicídio — saindo da comoção para a execução prática.

O projeto agora segue para análise nas comissões e votação em plenário.




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