PEC de Jaime Bagattoli que protege caminhoneiros é aprovada no Senado
Proposta impede multa por descumprimento de descanso em trechos sem estrutura adequada
Assessoria O Senado Federal aprovou, na terça-feira (24), a PEC 22/2025, de autoria do senador Jaime Bagattoli (PL), que protege caminhoneiros de penalizações consideradas indevidas. A proposta foi aprovada por unanimidade, com 69 votos, número superior aos 49 necessários, que correspondem a três quintos do plenário.
A matéria corrige uma distorção relacionada à chamada Lei dos Caminhoneiros, de 2015, que estabeleceu regras rigorosas de descanso sem garantir estrutura adequada para cumprimento das exigências, como os Pontos de Parada e Descanso (PPDs).
“A Lei dos Caminhoneiros, lá de 2015, só trouxe exigências, mas não garantiu uma estrutura mínima para parada e descanso, os chamados PPDs. O resultado, ao longo desses anos, são caminhoneiros multados por simplesmente não terem onde parar. É uma contradição flagrante e talvez uma das mais cruéis contra uma classe específica no Brasil”, afirmou o senador em plenário.
O que muda
A PEC impede que o motorista seja multado por descumprir os intervalos de descanso em trechos que não ofereçam estrutura adequada.
Segundo Jaime Bagattoli, a proposta garante benefícios como:
Locais de descanso com condições mínimas de segurança, higiene e repouso
Maior segurança jurídica aos profissionais
Mais segurança nas rodovias
“Em resumo, ela impede que o motorista seja multado se descumprir os intervalos de descanso em trechos que não têm estrutura adequada. Os ganhos são muitos”, acrescentou.
Marco no mandato
A aprovação representa um marco para o parlamentar, já que uma Proposta de Emenda à Constituição exige quórum qualificado de três quintos dos senadores.
“Conseguir que uma PEC de minha autoria seja aprovada é motivo de muito orgulho do nosso mandato. Isso significa que conseguimos construir consenso entre os colegas parlamentares e mostrar a urgência dessa pauta para a economia do país”, destacou.
A proposta teve relatoria do senador Esperidião Amin (PP/SC) e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.





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