PF prende suspeitos em flagrante por crimes de abuso sexual infantojuvenil em Ji-Paraná
Mandados resultaram em prisões em flagrante e apreensão de equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica.
Reprodução A Polícia Federal (PF) realizou, nesta sexta-feira (6), duas operações policiais em Ji-Paraná com o objetivo de combater crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil, incluindo aquisição, armazenamento, compartilhamento e produção de material ilegal na internet, além de investigação por estupro de vulnerável.
A partir das investigações, foram identificados indícios de envolvimento de duas pessoas na aquisição e no armazenamento de material ilícito em ambiente virtual. Em relação a um dos investigados, também surgiram indícios da produção de material e da prática, em tese, do crime de estupro de vulnerável.
Com o cumprimento dos mandados judiciais, os dois investigados foram presos em flagrante, sendo adotadas todas as providências legais e encaminhados à disposição da Justiça.
Durante a ação policial, também foram apreendidos equipamentos eletrônicos pertencentes aos investigados, que serão submetidos à perícia técnica. As investigações continuam com a análise do material coletado.
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Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado na legislação brasileira — conforme o artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) — para definir situações que envolvam crianças ou adolescentes em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, a comunidade internacional tem adotado preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.
Segundo especialistas, essa nomenclatura ajuda a evidenciar a gravidade e a violência sofrida pelas vítimas, reforçando a dimensão dos danos causados por esse tipo de crime.
A Polícia Federal também reforçou o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar crianças e adolescentes no ambiente virtual e físico, como forma de prevenção.
Entre as orientações destacadas estão conversar abertamente sobre os riscos da internet, ensinar o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além de acompanhar as atividades on-line dos jovens.
Os responsáveis também devem estar atentos a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo no uso de celulares e computadores, o que pode indicar situações de risco.
Outra medida importante é ensinar crianças e adolescentes a reconhecer e denunciar contatos inadequados, reforçando que devem sempre procurar ajuda de adultos de confiança.
A prevenção, segundo a PF, continua sendo a forma mais eficaz de proteger crianças e adolescentes, e a informação é um instrumento essencial para evitar novas vítimas e salvar vidas.



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