Reportagem do Estadão aponta relação com advogada que atuou para o PT, provoca reação e complica estratégia de Fúria em RO
Reportagem destaca reação de bolsonaristas e dificuldade de alinhamento com base conservadora no estado
Foto: Divulgação EUIDEAL - Uma publicação do jornal O Estado de S. Paulo, o “Estadão”, trouxe neste domingo (3) um novo elemento que pode impactar o cenário político em Rondônia: a ligação indireta do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, com uma advogada que já atuou para o Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo a reportagem, Fúria tem buscado se aproximar do eleitorado alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em um estado onde Bolsonaro obteve mais de 70% dos votos nas eleições de 2022. No entanto, relações profissionais recentes passaram a gerar desgaste nesse movimento.

De acordo com o Estadão, a advogada Rosa Maria das Chagas passou a integrar a equipe jurídica do pré-candidato. A controvérsia surgiu após a identificação de que ela havia sido contratada, em novembro do ano passado, pelo diretório regional do PT em Rondônia para atuar na Justiça Eleitoral como representante da sigla nas eleições de 2026.

A situação provocou reação entre apoiadores bolsonaristas, que questionam a coerência da tentativa de associação política de Fúria com o ex-presidente, especialmente diante da existência de outro nome já vinculado ao grupo: o senador Marcos Rogério, apontado como aliado direto de Bolsonaro no estado.
Ainda segundo a publicação, Fúria tem utilizado estratégias para reforçar sua proximidade com Bolsonaro, como a divulgação de vídeos antigos ao lado do ex-presidente. Em uma dessas postagens, gravada em 2016, ele afirma: “Já ENDIREITEI Cacoal e agora é hora de ENDIREITAR Rondônia”.
Informações obtidas pelo site Eu Ideal indicam ainda que Rosa Maria das Chagas já atuou no gabinete do deputado estadual Cássio Gois, com remuneração superior a R$ 10 mil, e teria apagado publicações em redes sociais que faziam referência à sua ligação com o PT.


Nos bastidores, a leitura é de que o episódio se tornou um ponto sensível para a pré-candidatura de Adailton Fúria, especialmente em um cenário político altamente polarizado, onde vínculos, ainda que indiretos, com grupos adversários tendem a gerar repercussão imediata.
Clique aqui e confir a matéria do Estadão na íntegra



COMENTÁRIOS