Marcos Rogério relata avanço de facções em Rondônia e diz que problema chegou a cidades do interior
Senador afirmou que organizações criminosas deixaram de atuar apenas em grandes centros e relatou episódio envolvendo pichação e suposta sabotagem durante inauguração de obra no interior do estado.
Reprodução EUIDEAL - Durante entrevista, o senador Marcos Rogério (PL-RO) comentou sobre o avanço das organizações criminosas em Rondônia e afirmou que o problema, antes concentrado em grandes centros urbanos, já estaria alcançando municípios menores do estado.
Ao abordar o tema da segurança pública, o parlamentar comparou a situação vivida em Rondônia com cenários registrados em outros estados do país.
"Isso era um problema do Rio de Janeiro, de São Paulo, agora do Ceará também. Hoje essa situação chegou a Rondônia", afirmou.
Segundo o senador, o crescimento da atuação de facções criminosas teria ultrapassado a capital e estaria alcançando municípios do interior.
"Aquilo que era um problema do crime na capital hoje está em Vilhena, está nas menores cidades de Rondônia", declarou.
Marcos Rogério também relatou um episódio que, segundo ele, ocorreu durante uma agenda de inauguração de uma obra no interior do estado.
De acordo com o parlamentar, ao chegar para a entrega de uma ponte, o local teria sido encontrado com pichações contendo siglas de uma organização criminosa.
"Quando eu cheguei para inaugurar essa ponte, ela estava toda pichada com as iniciais de uma organização criminosa presente em Rondônia hoje", disse.
Ainda segundo o senador, além das pichações, teria ocorrido uma ação de sabotagem envolvendo a estrutura preparada para um evento que seria realizado após a inauguração.
"Além de pichar a ponte, jogaram veneno na churrasqueira, nas mesas e em toda a estrutura que seria utilizada pela população", relatou.
Para o senador, o avanço do crime organizado estaria relacionado à ausência do Estado em diferentes áreas.
"Não é ausência do Estado apenas no policiamento, mas também na presença do Estado cuidando, assistindo e oferecendo apoio às pessoas", afirmou.
Marcos Rogério defendeu que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer tanto na área da segurança pública quanto em ações sociais e de presença institucional do poder público.



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