Advogado eleitoral é condenado a 5 anos de prisão por rachadinha em Rondônia e tenta fechar acordo com o Ministério Público
Ele tenta fechar acordo no Ministério Público
Foto: Reprodução O advogado eleitoral Manoel Veríssimo Ferreira Neto foi condenado a cinco anos de prisão por envolvimento em um esquema de "rachadinha" na Prefeitura de Vilhena, Rondônia. A sentença, proferida pelo Juiz Adriano Lima Toldo da 2ª Vara Criminal de Vilhena, também condenou Francisco de Souza Lunguinho Junior e Rosani Terezinha Pires Da Costa Donadon, ex-prefeita do município. As informações foram obtidas com exclusividade pelo site EuIdeal.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Rosani Donadon nomeou uma pessoa que nunca trabalhou na prefeitura, mas cuja remuneração era repassada para o advogado Manoel Veríssimo como parte de um acordo com Francisco de Souza. Este esquema causou um prejuízo de mais de R$ 86 mil aos cofres públicos, com base no artigo 312 do Código Penal, por nove vezes, em combinação com os artigos 29 e 71 do mesmo código.
Durante o julgamento, Rosimar, a pessoa utilizada como "laranja", confirmou que nunca prestou serviços à prefeitura. Ela relatou que uma conta-salário foi aberta em seu nome, mas que Francisco de Souza ficava com o cartão e movimentava o dinheiro. Rosimar afirmou ainda que Francisco e Manoel Veríssimo haviam trabalhado na campanha eleitoral de Rosani, sendo pagos com o salário dela.
Manoel Veríssimo, que também é coordenador do curso de direito da Unama em Porto Velho, solicitou ao Ministério Público um 'Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)' para evitar a prisão. No entanto, o pedido foi negado pelo Subprocurador-Geral de Justiça Eriberto Gomes Barroso. O MP destacou as "evidências da dedicação de Manoel Veríssimo à atividade criminosa" e o prejuízo causado à administração pública, reforçando o protagonismo do réu no esquema.
Recentemente, Veríssimo recorreu ao Conselho Superior do Ministério Público para tentar novamente o acordo. Além disso, há um recurso pendente de julgamento no Tribunal de Justiça contra a condenação.
O caso continua a se desdobrar enquanto o advogado aguarda uma resposta do Conselho Superior do MP e o julgamento de seu recurso no TJ.


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