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Porto Velho,11/05/2026

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STJ condena ex-governador do Acre a mais de 25 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro

Gladson Cameli foi considerado líder de esquema milionário de fraudes e desvios de recursos públicos; decisão também prevê multa, indenização e inelegibilidade

EUIDEAL
STJ condena ex-governador do Acre a mais de 25 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro Jefferson Rudy/Agência Senado
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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou nesta quarta-feira (6) o ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), a 25 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por envolvimento em um esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.


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A decisão foi tomada após o julgamento da Ação Penal 1.076, conduzida pela ministra Nancy Andrighi, relatora do caso. Além da pena de prisão, o ex-governador também foi condenado ao pagamento de multa, perda dos direitos políticos e indenização milionária aos cofres públicos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema investigado envolvia contratos fraudulentos firmados pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Infraestrutura do estado. As investigações apontaram que empresas ligadas a aliados e familiares de Cameli teriam sido beneficiadas em licitações irregulares, com forte indício de superfaturamento e desvio de dinheiro público.

De acordo com a acusação, uma construtora contratada pelo governo estadual não possuía estrutura adequada para executar as obras previstas e acabou subcontratando empresas ligadas ao núcleo investigado. Parte dos recursos teria sido posteriormente ocultada por meio de operações financeiras consideradas suspeitas.

O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 11,7 milhões, valor que deverá ser ressarcido conforme determinação judicial.

A condenação também torna o ex-governador inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Gladson Cameli havia deixado o cargo recentemente após renunciar ao governo acreano em abril deste ano, período em que articulava uma possível candidatura ao Senado Federal.

Apesar da decisão, a defesa informou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados sustentam que ainda existem pontos processuais a serem discutidos e afirmam que o ex-governador pretende provar inocência nas instâncias superiores.


O julgamento é considerado um dos mais impactantes envolvendo um ex-chefe de Executivo estadual nos últimos anos e amplia a pressão sobre investigações relacionadas a corrupção em contratos públicos no país.




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