Após sair da prisão, Betão da Borracharia aceitou Jesus dias antes de ser assassinado e dizia querer 'mudar de vida'
Reprodução EUIDEAL - Antes de ser assassinado a tiros na noite desta terça-feira (2), em Porto Velho, Betão da Borracharia havia vivido um momento de forte repercussão pessoal e religiosa. Poucos dias após deixar a prisão, ele compareceu a uma igreja evangélica, onde deu um testemunho público e afirmou ter aceitado Jesus, dizendo que buscava um recomeço para sua vida.
Betão, que havia passado meses detido por acusações de aplicar golpes financeiros em Porto Velho, participou de um culto onde relatou o período em que esteve preso, descrevendo o momento como um divisor de águas. Diante dos fiéis, disse que precisava mudar de vida e que encontrou na fé uma nova direção.
“No cárcere eu parei para refletir. Eu precisava de Jesus na minha vida”, teria declarado durante o testemunho, segundo pessoas que estavam presentes no culto.
Assista.
Tentativa de recomeço
A ida à igreja ocorreu após sua soltura e poucos dias antes do assassinato, registrado em frente à borracharia na avenida Calama. Na ocasião, Betão foi surpreendido por um homem armado enquanto conversava em frente ao estabelecimento. O suspeito efetuou os disparos e fugiu em seguida. A vítima morreu ainda no local.
Pessoas próximas afirmam que, após deixar a prisão, Betão demonstrava intenção de reorganizar a vida, buscando apoio espiritual e evitando exposição pública.
Caso segue sob investigação
Mesmo com a tentativa de mudança de trajetória, o empresário seguia envolvido em um contexto de forte repercussão social. Ele era acusado de causar grandes prejuízos financeiros, com relatos de famílias desestruturadas e vítimas que enfrentaram impactos emocionais graves.
A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.
O caso segue cercado de comoção e questionamentos, principalmente pelo contraste entre o relato de conversão religiosa e o desfecho violento ocorrido poucos dias depois.





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