PM desaparecido foi levado a “tribunal do crime”, aponta investigação
A investigação sobre o desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, aponta que ele teria sido levado a um chamado “tribunal do crime” após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas na zona sul de São Paulo. Fabrício está desaparecido desde a quarta-feira (7), e três pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no caso.
Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial. Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.
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Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.
Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.
A polícia segue trabalhando para confirmar se, de fato, o policial militar foi morto. Neste sábado (10), a Polícia Militar realiza buscas com mergulhadores na região do Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra, onde o corpo de Fabrício teria sido jogado, segundo informações repassadas por um dos três suspeitos presos no curso da investigação.







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