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Porto Velho,13/01/2026

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Loja Havan de Porto Velho amanhece pichada com frase 'Viva LCP'; grupo foi alvo de operação do MP por invasões de terra

EUIDEAL
Loja Havan de Porto Velho amanhece pichada com frase 'Viva LCP'; grupo foi alvo de operação do MP por invasões de terra Reprodução
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EUIDEAL - A loja da Havan em Porto Velho (RO) amanheceu pichada na virada do ano de 2025 para 2026 com a inscrição “Viva a LCP!”, referência à Liga dos Camponeses Pobres (LCP), movimento social com atuação em Rondônia e que recentemente foi alvo de uma grande operação do Ministério Público por suspeita de crimes ligados a invasões de terra, violência e lavagem de dinheiro.

Além dos vídeos que circularam nas redes sociais, uma foto do flagrante mostra o exato momento em que a fachada do estabelecimento estava sendo pichada. A imagem reforça a tranquilidade com que a ação foi realizada, sem qualquer abordagem policial ou intervenção de seguranças da loja no instante do ato.

Veja o momento.


A pichação foi percebida nas primeiras horas do dia 1º de janeiro, gerando forte repercussão. Além do vandalismo, o episódio ganhou contornos políticos, já que a Havan pertence ao empresário Luciano Hang, conhecido nacionalmente por seu posicionamento público alinhado ao bolsonarismo — postura frequentemente criticada por movimentos de esquerda.

LCP e conflitos fundiários em Rondônia

A Liga dos Camponeses Pobres mantém presença em diversos acampamentos no estado e esteve envolvida, nos últimos anos, em conflitos fundiários, especialmente nas regiões de Nova Mutum Paraná, Porto Velho e Nova Mamoré. O movimento declara oposição ideológica ao bolsonarismo, o que levanta a hipótese de motivação política para a pichação, embora não haja confirmação oficial sobre autoria ou objetivos do ato.

Operação do MP expôs estrutura criminosa

Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, a LCP operava uma estrutura criminosa organizada, com atuação na zona rural de Porto Velho e Nova Mamoré. O grupo é acusado de usar ameaças armadas e violência para forçar vítimas a transferirem propriedades rurais, além de explorar economicamente as áreas invadidas e revendê-las posteriormente.

O dinheiro obtido com essas práticas, de acordo com os investigadores, era lavado por meio de empresas de fachada e transações imobiliárias ilícitas. Um levantamento preliminar aponta movimentações financeiras superiores a R$ 110 milhões entre 2020 e 2025, além do desmatamento ilegal de cerca de 25 mil hectares, área equivalente a aproximadamente 35 mil campos de futebol.

Durante a operação, 20 pessoas foram presas, 21 armas de fogo apreendidas e um dos suspeitos morreu em confronto com a polícia. A esposa dele também foi baleada durante a ação. As prisões de indivíduos conhecidos como “Eletricista” e “Jair da 29” chamaram atenção pelo fato de ambos exercerem influência política em Nova Mamoré, onde ocupavam posições de liderança local.

Investigação segue em andamento

Até o momento, não há informações oficiais sobre a abertura de inquérito específico para apurar a pichação na loja da Havan, nem sobre a identificação do responsável pelo ato. A empresa também não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.


O episódio reacende o debate sobre manifestações políticas em espaços privados e evidencia o clima de polarização ideológica em Rondônia, especialmente em um contexto marcado por disputas fundiárias, investigações criminais de grande impacto e embates entre movimentos sociais e setores empresariais.




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