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Porto Velho,09/03/2026

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Casos de feminicídio em Rondônia preocupam autoridades, alerta secretário da Sesdec

Coronel Vital destaca investimentos na segurança pública e reforça importância da denúncia para prevenção da violência contra a mulher

EUIDEAL
Casos de feminicídio em Rondônia preocupam autoridades, alerta secretário da Sesdec Reprodução
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EUIDEAL - O secretário da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec), Coronel Vital, falou sobre os casos de feminicídio registrados em Rondônia e fez alertas importantes sobre a necessidade de prevenção, denúncia e atuação conjunta da sociedade e do poder público.

Assista a entrevista abaixo e em seguida continue lendo o conteúdo. 

Durante a entrevista, o secretário ressaltou que o Governo do Estado tem ampliado os investimentos na área da segurança pública, com a entrega de R$ 28 milhões em equipamentos e outros R$ 70 milhões já empenhados, como parte das ações voltadas ao fortalecimento das forças de segurança, sob a gestão do governador Marcos Rocha.

Apesar dos investimentos, Coronel Vital reconheceu que os números relacionados à violência contra a mulher seguem preocupantes. Segundo ele, em 2023 foram registrados 25 casos de feminicídio no estado. Em 2024, o número caiu para 15, mas voltou a subir no período seguinte, chegando novamente a 25 casos.

O secretário explicou que a maioria desses crimes ocorre no ambiente familiar, o que dificulta a atuação preventiva da segurança pública.

“Cerca de 80% dos feminicídios acontecem dentro de casa. A segurança pública só toma conhecimento quando a vítima procura ajuda e registra ocorrência”, destacou.

Outro ponto ressaltado foi que nenhuma das vítimas de feminicídio registradas no último ano possuía medida protetiva, o que, segundo ele, impediu uma atuação antecipada do Estado.

“Se não há registro, não há como a segurança pública agir antes. O Estado precisa ser informado para oferecer proteção”, afirmou.

Coronel Vital também destacou que parte das vítimas já havia registrado ocorrências anteriores por violência doméstica, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo e de políticas públicas integradas.

Entre as ações existentes, o secretário citou a Patrulha Maria da Penha, que realizou mais de 13 mil visitas no último ano, além do aplicativo SOS Mulher, destinado a mulheres com medida protetiva, permitindo o acionamento imediato da polícia em situações de risco.

Ao final, o secretário reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige não apenas ações policiais, mas também o envolvimento de equipes multiddisciplinares, como psicólogos e assistentes sociais, e, principalmente, a busca por ajuda por parte das vítimas.

“A denúncia é fundamental para que o poder público possa atuar e prevenir novos casos”, concluiu.




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