Centro Acadêmico de Psicologia repudia modelo de supervisão da Clínica Escola da Faculdade Católica de Rondônia
Foto: Divulgação O Centro Acadêmico de Psicologia da Faculdade Católica de Rondônia divulgou, nesta quarta-feira (11), uma nota pública de repúdio à atual estrutura de supervisão adotada na Clínica Escola da instituição. Segundo os estudantes, o modelo anunciado pela faculdade não garantiria, de forma plena, as condições técnicas e éticas necessárias para a formação acadêmica e para a segurança da população atendida no serviço.
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Para os estudantes, a estrutura levanta questionamentos sobre a viabilidade de uma supervisão adequada, individualizada e eticamente responsável. No documento, o Centro Acadêmico cita o Código de Ética Profissional do Psicólogo, que estabelece princípios como o respeito à dignidade humana, a promoção da saúde e a responsabilidade técnica na atuação profissional.
Segundo a entidade estudantil, esses princípios também devem orientar a organização da formação acadêmica, especialmente quando os estudantes já atuam em atividades que envolvem atendimento psicológico à comunidade.
Ainda conforme a nota, a concentração da supervisão em apenas um profissional poderia comprometer o acompanhamento individual dos acadêmicos, além de dificultar o domínio técnico necessário para orientar atendimentos baseados em diferentes linhas teóricas da Psicologia.
O Centro Acadêmico também destacou preocupação com possíveis impactos na qualidade da formação dos estudantes e na segurança dos pacientes atendidos na Clínica Escola. Para os estudantes, a ausência de uma supervisão considerada adequada pode gerar riscos tanto para o processo de aprendizagem quanto para os usuários do serviço.
No documento, também é mencionada a Resolução nº 003/2007 do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece diretrizes para o funcionamento de clínicas-escola. A norma determina que os atendimentos devem garantir responsabilidade técnica formalizada, supervisão efetiva e qualidade na prestação dos serviços à comunidade.
Embora a resolução não estabeleça um número mínimo de supervisores, ela exige que a supervisão seja compatível com a complexidade das atividades desenvolvidas.
Diante da situação, o Centro Acadêmico de Psicologia solicitou que a instituição revise a atual organização das supervisões e adote medidas que assegurem condições adequadas tanto para os estudantes quanto para os usuários atendidos pela Clínica Escola.





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