Erika Hilton processa Ratinho por transfobia e pede R$ 10 milhões: 'Sempre serei mulher', e ele, 'um rato'
Ação foi motivada por declaração do apresentador sobre a deputada presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara; parlamentar pede R$ 10 milhões de indenização.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) pediu para que o MPSP investigue o apresentador Ratinho, do SBT, após falas do apresentador • Mário Agra/Câmara dos Deputados/ Lourival Ribeiro/SBT EUIDEAL - A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou que ingressou com ação criminal e cível contra o apresentador Ratinho, após declarações feitas por ele durante seu programa exibido em rede nacional pelo SBT. A parlamentar acusa o comunicador de transfobia e pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
A polêmica teve início após Ratinho comentar, durante seu programa, a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília. Na ocasião, o apresentador afirmou que a deputada “não é mulher, é trans”, declaração que gerou repercussão nas redes sociais e críticas de apoiadores da parlamentar.
Nesta quinta-feira (12), Erika Hilton confirmou que decidiu levar o caso à Justiça e se manifestou publicamente nas redes sociais.
“Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é e sempre será um rato”, escreveu a deputada em publicações feitas no X (antigo Twitter) e no Instagram.
Segundo a parlamentar, o pedido de indenização de R$ 10 milhões deverá ser destinado, caso a ação seja acolhida pela Justiça, a projetos voltados à proteção de mulheres vítimas de violência de gênero.
Nota do SBT
Após a repercussão do caso, o SBT divulgou nota afirmando que repudia qualquer tipo de discriminação ou preconceito e que as declarações feitas pelo apresentador não representam a posição institucional da emissora.
A empresa informou ainda que o episódio está sendo analisado pela direção do canal, que tratará internamente do assunto para garantir que os valores da emissora sejam respeitados por seus colaboradores.
O caso agora deverá ser analisado pelo Poder Judiciário.





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