Sem concorrência: Floresta em RO é entregue a grupo ligado ao Itaú em leilão milionário
Foto: Divulgação Um leilão inédito realizado pelo Governo Federal colocou Rondônia no centro de um debate nacional, com um detalhe que chamou atenção: não houve concorrência.
A Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho, foi concedida à iniciativa privada por 40 anos após leilão realizado na B3, em São Paulo. Apenas uma empresa apresentou proposta.
A área, com mais de 51 mil hectares, foi arrematada pela empresa Re.green, ligada ao grupo do banqueiro e cineasta João Moreira Salles, um dos herdeiros do Itaú Unibanco.
LEIA TAMBÉM:
O projeto prevê cerca de R$ 87 milhões em investimentos ao longo de 40 anos, com foco na recuperação ambiental e na geração de créditos de carbono, um mercado em expansão no mundo.
Leilão sem disputa levanta questionamentos
O fato de apenas uma empresa ter participado do certame gerou dúvidas e críticas. Nos bastidores, há questionamentos sobre a atratividade do modelo e a transparência do processo, já que não houve disputa pela área pública.
Mesmo assim, o Governo Federal classificou o leilão como um marco na política ambiental, destacando o modelo como inovador ao unir restauração florestal com retorno econômico.
O que está em jogo
A concessão prevê:
Recuperação de 6,2 mil hectares de áreas degradadas
Potencial de 1,9 milhão de toneladas de CO₂ compensadas
Geração de cerca de 479 empregos
Participação de comunidades locais, incluindo indígenas
Debate cresce
A iniciativa divide opiniões. De um lado, é vista como alternativa para acelerar a recuperação ambiental com apoio da iniciativa privada. De outro, levanta preocupação sobre a concessão de uma floresta pública por quatro décadas, ainda mais sem concorrência no leilão.
A ausência de disputa, inclusive, se tornou o principal ponto de crítica e deve manter o tema em evidência nos próximos meses.




COMENTÁRIOS