Crise na coleta de lixo: Sistemma tem vistoria adiada pela terceira vez a dois dias do início da operação em Porto Velho
Foto: Reprodução A poucos dias do início da operação de coleta de lixo em Porto Velho, a empresa Sistemma teve a vistoria técnica de sua estrutura adiada pela terceira vez consecutiva. A nova data foi definida para quarta-feira (22), às 16h, poucas horas antes do início oficial do serviço, previsto para a meia-noite do dia 23.
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Com isso, o processo passou por três datas distintas em poucos dias, ampliando o intervalo entre a apresentação da estrutura e sua validação prática, considerada etapa essencial para o início da operação. A própria Comissão Especial de Fiscalização já havia apontado a necessidade de verificação em campo para confirmar a capacidade operacional da empresa, condicionando a autorização de início à realização da vistoria técnica.
No documento mais recente, a Sistemma afirma que parte da estrutura ainda está em fase final de mobilização, incluindo frota, equipamentos e equipe. A empresa também informou que cerca de 70% do efetivo está em processo de admissão, com parte dos profissionais ainda não formalmente registrados. Além da estrutura operacional, a empresa ainda precisa atender a uma série de exigências relacionadas à regularização da unidade, como a abertura de filial com CNPJ no local, obtenção do AVCB do Corpo de Bombeiros, alvará de funcionamento junto à Semfaz, licença de operação ambiental emitida pela Sema e alvará sanitário expedido pela Semusa.
O curto intervalo entre a vistoria e o início da operação levanta questionamentos sobre a viabilidade de implantação imediata do serviço, especialmente considerando a complexidade logística envolvida na coleta de resíduos em uma capital como Porto Velho.
Diante desse cenário, cresce a preocupação entre moradores sobre a continuidade e a qualidade do serviço na cidade. A coleta de lixo é um serviço essencial, com impacto direto na saúde pública e na organização urbana, o que amplia a atenção sobre a transição e o início da nova operação.
Histórico de problemas em outras cidades
A empresa também acumula registros recentes de dificuldades operacionais e questionamentos em outros municípios. Em Belo Horizonte, onde atua atualmente, enfrentou uma greve de garis no início de 2026, com paralisação da coleta e denúncias relacionadas a condições de trabalho, frota e estrutura operacional.
Em Londrina, houve mediação judicial em dissídio coletivo diante do risco de paralisação do serviço. Já em Itumbiara, a razão social vinculada à empresa aparece em ação do Ministério Público no contexto da investigação conhecida como “máfia do lixo”, com decisão de bloqueio de bens durante o andamento do processo.
Segue o link do PDF: https://www.euideal.com/arquivos/downloads/77/310995e301.pdf


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