Com previsão de seca extrema, Porto Velho reforça combate às queimadas para o segundo semestre
Capital rondoniense amplia ações preventivas diante da expectativa de aumento dos focos de calor e temperaturas que podem alcançar níveis históricos
Foto: Reprodução Atenta às previsões que indicam um segundo semestre marcado por forte estiagem e altas temperaturas em toda a Amazônia Legal, a Prefeitura de Porto Velho intensificou as ações de prevenção e combate às queimadas, buscando minimizar os impactos ambientais e os riscos à saúde da população.
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Após enfrentar, em 2024, um dos períodos mais críticos de sua história recente, com elevados índices de fumaça e calor extremo, a capital rondoniense registrou redução significativa nos focos de incêndio. No entanto, diante das projeções meteorológicas para 2026, o município decidiu ampliar as medidas preventivas coordenadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).
De acordo com o Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, a região poderá registrar um aumento entre 30% e 80% nos focos de calor em comparação à média histórica do bioma amazônico durante o período mais intenso da estiagem. O levantamento também alerta para a possibilidade de temperaturas extremamente elevadas, exigindo atenção redobrada das autoridades.
Diante desse cenário, o Comitê de Crise Hídrica segue atuando de forma permanente no monitoramento dos indicadores ambientais e na implementação de medidas preventivas. O grupo reúne representantes da Superintendência Municipal de Defesa Civil (SMDC), do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e de outros órgãos envolvidos na gestão de riscos ambientais.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a prevenção é fundamental para evitar que Porto Velho volte a enfrentar os problemas registrados nos últimos anos.
“O trabalho preventivo da prefeitura, aliado ao uso da tecnologia e ao monitoramento constante, é fundamental para minimizar os efeitos de uma estiagem severa. Nossa população merece viver com qualidade e segurança, por isso estamos estruturando ações capazes de reduzir os impactos desse período crítico”, afirmou.
Além das ações de fiscalização e monitoramento, a prefeitura aposta na conscientização da população para reduzir a ocorrência de queimadas ilegais, consideradas uma das principais causas dos focos de incêndio registrados durante o verão amazônico.
A expectativa é que a integração entre planejamento, tecnologia, educação ambiental e atuação conjunta dos órgãos públicos contribua para manter os índices de queimadas sob controle, mesmo diante de um cenário climático considerado desafiador para 2026.



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