Presidente do Sinsemuc reage ao 'decreto do fim da alegria' e diz que servidores estão insatisfeitos em Cacoal
Fernando Neves afirma que medida interfere na atuação sindical e promete contestar decreto caso prefeitura não recue
Reprodução Eu Ideal Em entrevista, o sindicalista afirmou que os servidores públicos ficaram insatisfeitos com o decreto que restringe confraternizações durante o horário de expediente nas repartições municipais.
“Eu trago aqui a insatisfação de quase 3 mil servidores públicos municipais”, declarou.
Segundo Fernando Neves, os servidores possuem direito legal a um período de descanso durante a jornada de trabalho e que pequenas confraternizações rápidas não prejudicam o andamento dos serviços públicos.
“A legislação garante esse momento de repouso físico e mental. Se o servidor quiser usar alguns minutos para confraternizar com colegas, dar parabéns ou compartilhar um bolo, isso não atrapalha o serviço”, afirmou.
O presidente do sindicato também rebateu a fala do prefeito Tony Pablo, que declarou recentemente que “não governa para o sindicato, mas para a população”.
Fernando afirmou que os servidores são responsáveis por executar os serviços públicos planejados pela gestão.
“Os servidores são aqueles que executam tudo aquilo que a administração organiza. Então é preciso respeito e valorização”, disse.
O Sinsemuc informou que protocolou pedido para revisão do decreto e aguarda resposta oficial da prefeitura no prazo de 15 dias.
Segundo Fernando Neves, caso a medida seja mantida, o sindicato poderá buscar o Poder Judiciário para contestar o decreto.
“A gente entende que o decreto interfere até mesmo na atuação sindical e na liberdade de representação dos servidores”, afirmou.
O sindicalista também alegou que a norma dificulta visitas e diálogos do sindicato com os servidores nos locais de trabalho.
Assista e continue lendo em seguida.
A gestão Tony Pablo sustenta que a medida busca evitar festas e eventos maiores durante o expediente, garantindo mais produtividade e melhor atendimento à população.
O prefeito já afirmou anteriormente que pequenas comemorações não estão proibidas, mas criticou confraternizações consideradas excessivas dentro das secretarias municipais.
O tema segue gerando debate em Cacoal e movimentando os bastidores políticos e administrativos do município.



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