Tony Pablo rebate críticas sobre 'decreto do fim da alegria' e diz que servidor deve trabalhar no horário de expediente
Prefeito de Cacoal afirma que medida busca melhorar atendimento à população e evitar confraternizações durante o expediente
Reprodução Eu Ideal EUIDEAL - O prefeito de Cacoal, Tony Pablo, comentou em entrevista ao site Eu Ideal sobre a repercussão do decreto que proíbe confraternizações e eventos durante o horário de expediente nas repartições públicas do município. A medida acabou apelidada por internautas de “decreto do fim da alegria”.
Segundo o prefeito, o objetivo não é impedir comemorações simples entre servidores, mas evitar festas e eventos maiores que, segundo ele, estariam prejudicando o funcionamento das secretarias municipais.
“Pode cantar parabéns, pode fazer festa, me convida que eu vou junto. O problema é quando isso acontece em horário de expediente e atrapalha o serviço público”, afirmou.
Tony Pablo relatou situações que, segundo ele, ocorreram em gestões anteriores, como preparo de churrasco, feijoada e confraternizações dentro das secretarias durante o horário de trabalho.
“Tinha boi virando churrasco em horário de expediente, costelão sendo preparado, confraternização para nomeação e até despedida de secretário. Isso não pode acontecer mais”, declarou.
O prefeito afirmou que os servidores devem permanecer concentrados nas funções durante o expediente para garantir atendimento mais rápido à população.
“No horário de trabalho, o servidor precisa estar entregando resultado para a população. Meu compromisso é melhorar o serviço público”, disse.
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Resposta ao sindicato
Tony Pablo também comentou a reação do sindicato dos servidores, que criticou a medida e chegou a mencionar possibilidade de questionamento judicial.
“A gente respeita o trabalho do sindicato, mas eu governo para toda a cidade, não apenas para uma categoria”, afirmou.
O prefeito reforçou que confraternizações continuam permitidas fora do expediente e ironizou a situação ao afirmar que quem quiser fazer festa durante o horário de trabalho pode faltar e ter o desconto aplicado normalmente.
“Se quiser fazer festa no horário de trabalho, é só faltar. Aí a gente desconta e está tudo certo”, comentou.
Justificativa da gestão
De acordo com Tony Pablo, a decisão também foi baseada na quantidade de servidores e aniversários ao longo do ano.
“Fiz até as contas. São muitos aniversários por dia. Se cada um fizer confraternização em horário de expediente, isso gera prejuízo para o atendimento da população”, explicou.
O prefeito afirmou ainda que houve distorção sobre o conteúdo do decreto e negou que a gestão esteja proibindo pequenas comemorações.
“Estão dizendo que proibimos bolo e parabéns, mas não é isso. O que estamos proibindo são eventos grandes durante o expediente”, concluiu.


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