Alerta de raiva em RO: autoridades reforçam vacinação e orientam população após casos com morcegos
Foto: Eu Ideal A confirmação de casos de raiva em morcegos em Rondônia acendeu o alerta das autoridades de saúde, que intensificaram ações de prevenção e controle da doença. Em entrevista ao Jornal Eu Ideal, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Ivani Groomann, destacou que o estado já registra episódios consecutivos envolvendo o vírus.
Segundo ela, casos foram identificados nos últimos anos e, mais recentemente, no início de 2025, o que exige atenção redobrada. Como resposta, a Vigilância iniciou uma ampla estratégia de vacinação de cães e gatos em um raio de até 12 quilômetros das áreas onde houve registro do vírus.
“É um trabalho intenso, feito diretamente com a população. Precisamos que os moradores recebam as equipes, porque a vacinação dos animais é essencial para conter a doença”, reforçou.
Ivani também alertou sobre a importância de procurar atendimento de saúde em caso de contato com animais suspeitos. Situações como mordidas, arranhões ou exposição à saliva devem ser avaliadas imediatamente.
Ela explicou ainda que, quando o envolvimento é com cães ou gatos identificados, o animal pode ser observado por até 10 dias. Caso permaneça saudável, não há necessidade de vacinação humana. No entanto, se o animal desaparecer, morrer ou não puder ser monitorado, o esquema vacinal deve ser iniciado.
Estudantes sob acompanhamento
No caso recente envolvendo um morcego, três estudantes tiveram contato com o animal e já estão sendo acompanhados pelas autoridades de saúde. Eles estão recebendo as doses da vacina antirrábica como medida preventiva.
Sintomas exigem atenção imediata
O médico veterinário Cristian José da Silva destacou que a doença afeta o sistema nervoso, o que provoca alterações claras no comportamento dos animais.
“O principal sinal é a mudança neurológica. O animal pode apresentar dificuldade de equilíbrio, andar cambaleando ou agir de forma incomum. No caso do morcego, por exemplo, ele pode aparecer durante o dia ou não conseguir voar corretamente”, explicou.
Segundo ele, esses sinais também podem ser observados em animais de produção, como bovinos e equinos, que passam a apresentar dificuldade de locomoção.
Não toque e acione as autoridades
Cristian reforçou que, ao encontrar um animal com comportamento suspeito, a orientação é não tocar em hipótese alguma.
“O correto é isolar o local, cobrir o animal com algum recipiente e acionar imediatamente a vigilância sanitária ou a equipe de zoonoses. Esse cuidado é fundamental para evitar novos casos”, alertou.
As autoridades reforçam que a prevenção depende da colaboração da população, tanto na vacinação dos animais quanto na comunicação rápida de situações suspeitas.
A raiva é uma doença grave, mas pode ser evitada com medidas simples e atendimento imediato em casos de exposição.

COMENTÁRIOS