Relatório coloca Porto Velho como pior capital para viver no Brasil e acende alerta sobre qualidade de vida
Levantamento nacional aponta desafios em áreas essenciais como saneamento, infraestrutura, segurança e serviços públicos; capital rondoniense aparece na última posição entre as capitais brasileiras.
Reprodução Um levantamento divulgado pelo Índice de Progresso Social (IPS) 2026 colocou Porto Velho na última posição entre as 27 capitais brasileiras em qualidade de vida. O estudo avaliou diversos indicadores ligados ao desenvolvimento social, bem-estar e acesso a serviços essenciais, apontando desafios estruturais que ainda impactam a realidade da capital rondoniense.
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Com 58,59 pontos, Porto Velho ficou na 27ª colocação no ranking nacional, enquanto Curitiba, no Paraná, liderou a lista com 71,29 pontos. O levantamento utiliza critérios que vão além de indicadores econômicos tradicionais, analisando a capacidade das cidades de oferecer melhores condições de vida à população.
A metodologia do IPS considera 57 indicadores, distribuídos em três grandes grupos: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Entre os fatores analisados estão acesso à saúde, saneamento básico, educação, segurança, inclusão social, qualidade ambiental e direitos individuais.
Entre os pontos que mais influenciaram negativamente o desempenho de Porto Velho aparecem indicadores relacionados à água e saneamento, infraestrutura urbana, segurança pessoal e qualidade ambiental. Dados utilizados pelo estudo mostram, por exemplo, baixos índices de cobertura de esgotamento sanitário e dificuldades em serviços urbanos considerados essenciais.
Apesar do resultado geral, o levantamento também identificou áreas em que a capital apresentou desempenho relativamente melhor, como acesso ao ensino superior, demonstrando que alguns indicadores avançaram em comparação com outros setores avaliados.
O estudo reforça diferenças históricas entre regiões do país e mostra que desenvolvimento econômico isolado não necessariamente se traduz em qualidade de vida para a população. Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, saneamento, educação e políticas públicas podem impactar diretamente os indicadores analisados no ranking.



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