Vereadora denuncia suposta ocultação de enfermarias no Heuro enquanto pacientes permaneciam em corredores
Parlamentar afirma que alas reformadas estariam sendo mantidas bloqueadas enquanto dezenas de pacientes aguardavam atendimento e internação em Cacoal
Uma denúncia envolvendo a gestão do Hospital de Emergência e Urgência Regional de Rondônia (Heuro), em Cacoal, ganhou repercussão após declarações da vereadora Amália Milani, que afirma ter identificado enfermarias supostamente mantidas fechadas enquanto pacientes permaneciam em condições consideradas precárias dentro da unidade hospitalar.
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Segundo a parlamentar, setores reformados do hospital teriam sido isolados por meio de tapumes e não estariam sendo utilizados para internações, apesar da demanda existente por leitos. Conforme a denúncia apresentada, os espaços vinham sendo utilizados para armazenamento de materiais desde janeiro.
A vereadora tornou pública a situação após divulgar registros nas redes sociais e encaminhar representação ao Ministério Público, apontando o que classificou como cenário preocupante na estrutura hospitalar.
Pacientes em corredores motivaram denúncia
De acordo com Amália Milani, a denúncia foi motivada após visita à unidade hospitalar para acompanhar a situação de um paciente internado. Durante a passagem pelo hospital, ela relatou ter encontrado dezenas de pessoas instaladas em leitos improvisados ao longo dos corredores.
Segundo a parlamentar, entre os pacientes havia idosos, pessoas em recuperação pós-cirúrgica e pacientes em estado considerado delicado.
“Quando cheguei ao local, encontrei uma situação extremamente preocupante, com pacientes em espaços improvisados e sem a estrutura adequada”, relatou a vereadora.
Ainda conforme a denúncia, a parlamentar afirmou que profissionais de saúde estariam atuando para tentar amenizar as dificuldades enfrentadas na unidade.
“Médicos, enfermeiros e técnicos estavam fazendo o possível dentro das condições disponíveis”, declarou.
Suposta justificativa é alvo de questionamento
Segundo o relato apresentado pela vereadora, ao questionar a administração da unidade sobre a existência de áreas bloqueadas, teria recebido a informação de que a medida impediria o aumento do encaminhamento de pacientes de outros municípios ao hospital.
A declaração, segundo ela, gerou indignação.
“Pessoas não procuram o hospital por opção. Elas chegam porque precisam de atendimento especializado”, afirmou.
Ministério Público acompanha o caso
Conforme informações divulgadas pela parlamentar, representantes do Ministério Público e integrantes da gestão estadual teriam realizado visita técnica ao hospital após a denúncia.
Segundo ela, um compromisso teria sido firmado para a retirada gradual de pacientes instalados nos corredores e a reorganização dos espaços disponíveis na unidade.
Até o momento, a direção do hospital e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não haviam apresentado posicionamento público detalhado sobre as acusações mencionadas.
O caso poderá ser acompanhado pelas autoridades responsáveis, que deverão apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas às denúncias apresentadas.
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