PF desmantela esquema de exploração sexual e prende duas mulheres em distrito de Rondônia
Operação conjunta resgatou quatro vítimas, incluindo uma adolescente, em estabelecimento investigado por manter mulheres sob regime de endividamento e restrição de liberdade.
Foto: Reprodução Uma ação integrada de órgãos federais resultou na interrupção de um esquema criminoso de exploração sexual que funcionava no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho. Durante a operação, duas mulheres foram presas em flagrante sob suspeita de comandar a atividade ilegal.
No decorrer das diligências, quatro vítimas foram encontradas vivendo e trabalhando no estabelecimento. Entre elas estava uma adolescente de 17 anos. Segundo os investigadores, as mulheres eram submetidas a um sistema que dificultava o rompimento dos vínculos com o local e limitava sua autonomia.
Durante as buscas, os agentes apreenderam documentos e anotações que detalhavam movimentações financeiras, cobranças internas e registros relacionados aos atendimentos realizados. O material também indicava a existência de multas e dívidas impostas às trabalhadoras.
Conforme a apuração, despesas como alimentação, hospedagem, transporte e outros custos eram lançadas em nome das vítimas, criando uma dependência financeira contínua. Esse mecanismo, segundo as autoridades, contribuía para mantê-las presas ao esquema.
No caso da adolescente resgatada, foi constatado que ela havia sido trazida de outro estado. Assim que chegou a Rondônia, os gastos com seu deslocamento passaram a integrar uma dívida que deveria ser quitada por meio do trabalho desenvolvido no local.
As investigações também revelaram uma divisão de tarefas dentro da estrutura criminosa. Enquanto uma das suspeitas seria responsável pelo recrutamento das mulheres e pela administração financeira, a outra atuaria no gerenciamento diário das atividades e no controle interno do estabelecimento.
As duas presas poderão responder por crimes relacionados à exploração sexual, favorecimento da prostituição e submissão de pessoas a condições análogas à escravidão. A Polícia Federal segue aprofundando as investigações para identificar possíveis colaboradores e ampliar o alcance da responsabilização criminal.



COMENTÁRIOS