PF apura compra de votos no interior de Rondônia e encontra arma de fogo durante buscas
Operação Moeda de Troca cumpriu cinco mandados no município e resultou na prisão em flagrante de um investigado por posse ilegal de arma de fogo; suspeita é de pagamento em dinheiro e promessa de cargos públicos em troca de apoio nas eleições de 2024
Agente da PF durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na operação — Foto: Divulgação/PF EUIDEAL - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Moeda de Troca, ação que investiga um suposto esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 em Mirante da Serra, no interior de Rondônia. Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão — domiciliar e pessoal — foram cumpridos no município, todos expedidos pela Justiça Eleitoral.
O que era uma investigação sobre corrupção eleitoral ganhou um desdobramento inesperado durante a execução das ordens judiciais: em uma das residências alvo da operação, os agentes encontraram uma arma de fogo. A descoberta levou à prisão em flagrante de um dos investigados, agora também responsabilizado pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.
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Origem da investigação
O caso começou a partir de uma notícia-crime que apontava a possível compra de votos no contexto da disputa para uma cadeira de vereador no município. Ao longo do trabalho investigativo, a Polícia Federal reuniu indícios que, segundo a corporação, apontam o envolvimento de mais de uma pessoa na negociação de votos na região.
De acordo com as apurações, o esquema teria funcionado por meio do pagamento em dinheiro a eleitores, somado à promessa de vantagens — entre elas, a possibilidade de nomeação para cargos na administração pública municipal — em troca de apoio nas urnas. A definição de valores e a oferta de cargos públicos fariam parte da dinâmica investigada como corrupção eleitoral.
Revólveres e munições apreendidos durante o cumprimento dos mandados — Foto: Divulgação/PF
O que foi apreendido
As buscas tiveram como objetivo recolher comunicações, registros, arquivos e documentos capazes de esclarecer as circunstâncias do suposto esquema. Todo o material apreendido — incluindo a arma de fogo e munições encontradas durante a ação — será analisado para subsidiar a continuidade das investigações.
Próximos passos
Conforme a extensão de participação de cada um no suposto esquema, os investigados podem responder pelo crime de corrupção eleitoral. Já o investigado preso em flagrante deverá responder, adicionalmente, pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.
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