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Porto Velho,15/09/2026

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PF apura vazamento que pode ter alertado alvos da Operação Reduto em Rondônia

Ministério Público confirma que suspeita de vazamento será investigada em procedimento próprio; ação mirou fraude em licitações e esquema de "rachadinha" envolvendo a Assembleia Legislativa.

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PF apura vazamento que pode ter alertado alvos da Operação Reduto em Rondônia Foto: Reprodução
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O que você precisa saber

  • A PF apura se detalhes da Operação Reduto vazaram um dia antes do cumprimento dos 19 mandados de busca e apreensão.
  • O possível vazamento será investigado em procedimento próprio, e a PF deve ouvir jornalistas e autoridades que tiveram contato com as informações.
  • A operação mirou fraude em licitações em Ariquemes e um esquema de "rachadinha" com servidores comissionados da Assembleia Legislativa.
  • Foram bloqueados bens, contas e ativos digitais dos investigados, com teto de R$ 9 milhões.

A Polícia Federal abriu uma nova frente de apuração dentro da Operação Reduto: a possibilidade de que informações sigilosas sobre a ofensiva tenham vazado antes mesmo de os mandados serem cumpridos. A confirmação partiu do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) nesta sexta-feira (10), um dia depois da deflagração da operação, batizada para apurar fraude em licitações, desvio de dinheiro público e um esquema de "rachadinha" no estado.


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De acordo com as suspeitas levantadas pelos investigadores, detalhes sobre a ação teriam circulado um dia antes de as equipes irem a campo cumprir os 19 mandados de busca e apreensão previstos. Caso confirmado, o vazamento pode ter comprometido parte da coleta de provas, e por isso passará a ser tratado em um procedimento investigativo separado. Como parte dessa apuração, a Polícia Federal deve ouvir jornalistas e autoridades que tiveram contato com informações sobre a operação antes da divulgação oficial, na tentativa de identificar a origem do possível vazamento.

Na quarta-feira (9), quando a operação foi deflagrada, agentes cumpriram nove mandados em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus. Em Ariquemes, o alvo foram servidores da própria prefeitura. Já na capital, a ação chegou até a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), onde policiais apreenderam documentos e mídias eletrônicas que agora passam por perícia. Até o momento, a identidade dos investigados não foi tornada pública.

Como começou a investigação

  • Apuração teve início em 2024, a partir de relatórios do Coaf sobre movimentações financeiras suspeitas.
  • As movimentações estavam ligadas a uma empresa de Manaus contratada pelo poder público em Rondônia.
  • Foram identificadas movimentações superiores a R$ 9 milhões incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Segundo a corporação, o esquema investigado seguia por duas vias distintas. Em Ariquemes, o alvo era o direcionamento fraudulento de licitações e contratos públicos municipais. Já dentro da Assembleia Legislativa, a suspeita recai sobre o desvio de verbas por meio de contas de servidores comissionados, prática popularmente conhecida como "rachadinha".

Além das buscas e dos afastamentos determinados pela Justiça, a operação também autorizou o bloqueio de bens, contas e ativos digitais dos investigados, com teto fixado em R$ 9 milhões. Em Manaus, durante o cumprimento de um dos mandados, equipes ainda apreenderam dinheiro em espécie.

A Assembleia Legislativa afirma acompanhar a operação e reafirma "compromisso com a legalidade e a transparência" nos processos de contratação.

Procuradas, tanto a Prefeitura de Ariquemes quanto a Assembleia Legislativa de Rondônia se manifestaram por meio de nota. A Prefeitura afirmou estar colaborando com as autoridades e disse que os serviços públicos seguem funcionando normalmente, reforçando que, até o momento, não há conclusão sobre irregularidades. Já a Alero declarou acompanhar a operação, disse permanecer à disposição para prestar esclarecimentos e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência nos processos de contratação.

Nota da redação

A investigação sobre o possível vazamento está em fase inicial. Novas informações podem surgir conforme a apuração avance, e o espaço permanece aberto para manifestação de qualquer pessoa ou instituição eventualmente citada no processo.




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