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Operação Ouroboros: Justiça bloqueia R$ 30 milhões e manda prender oito suspeitos de lavar dinheiro de fraudes eletrônicas em Rondônia

FICCO/RO cumpriu 8 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Porto Velho; esquema recrutava terceiros para ceder contas bancárias, convertia valores em criptoativos e devolvia o dinheiro ao mercado formal

Eu Ideal, com PF
Operação Ouroboros: Justiça bloqueia R$ 30 milhões e manda prender oito suspeitos de lavar dinheiro de fraudes eletrônicas em Rondônia Veículos apreendidos durante o cumprimento dos mandados da Operação Ouroboros
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EUIDEAL - A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou nesta sexta-feira (14) a Operação Ouroboros, cumprindo 8 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Porto Velho. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de fraudes eletrônicas praticadas contra instituições financeiras, e também atinge contas bancárias, criptoativos, veículos e embarcações ligados ao grupo investigado.

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Justiça autoriza bloqueio de até R$ 30 milhões

Motocicleta apreendida durante o cumprimento dos mandados

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As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, que autorizou o bloqueio de até R$ 30 milhões em contas bancárias associadas aos investigados. Além do congelamento financeiro, a decisão também determinou o sequestro de veículos e embarcações do grupo, bem como a restrição de ativos virtuais mantidos em corretoras de criptomoedas.

Um único episódio teria causado prejuízo de R$ 30 milhões

Segundo a investigação, o grupo alvo da operação era responsável por receber e movimentar os valores desviados de instituições financeiras por meio de fraudes eletrônicas, com fatos apurados ao longo de 2025 e 2026. Apenas um dos episódios sob apuração, ocorrido em setembro do ano passado, teria gerado prejuízo estimado em R$ 30 milhões às instituições atingidas — valor que corresponde justamente ao teto autorizado para o bloqueio de bens nesta fase da operação.

Como funcionava o esquema de lavagem

De acordo com o levantamento da FICCO/RO, a engrenagem do esquema começava com o recrutamento de terceiros dispostos a ceder suas próprias contas bancárias para receber os valores fraudados. A partir daí, o dinheiro era pulverizado entre diferentes contas e convertido em criptoativos, numa tentativa de dificultar o rastreamento, antes de ser reintroduzido no mercado financeiro formal.

Operação mobilizou mais de cem agentes de segurança

Veículos alinhados durante o cumprimento dos mandados da Operação Ouroboros

O cumprimento das medidas judiciais contou com a mobilização de cerca de 105 servidores da segurança pública. A ação teve apoio institucional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RO) e envolveu policiais da Força Tática do 1º Batalhão de Polícia Militar, além de equipes de oito delegacias especializadas da Polícia Civil: a Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos (DERF), a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (DECCON), a Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), a Delegacia Especializada em Delitos do Sistema Prisional (DEDSP), a Delegacia Especializada na Repressão às Fraudes (DEFRAUDE), a Delegacia de Assuntos Fundiários (DAF), a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Vida (DHPP) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

A FICCO/RO reúne integrantes das Polícias Federal, Civil e Militar, além das polícias penais Estadual e Federal (Senappen), formando uma estrutura de atuação integrada voltada ao combate ao crime organizado em Rondônia.




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