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Porto Velho,24/09/2026

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Super El Niño pode causar 451 mil mortes no mundo até fevereiro; Brasil é o 5º país mais afetado

Levantamento da Universidade de Chicago projeta 13,3 mil mortes ligadas ao calor extremo no país, das quais cerca de 8 mil concentradas no verão; estudo pede reforço em centros de resfriamento e saúde pública

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Super El Niño pode causar 451 mil mortes no mundo até fevereiro; Brasil é o 5º país mais afetado Imagem de satélite mostra a anomalia de temperatura no oceano Pacífico associada ao Super El Niño. Foto: Divulgação/NASA
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Resumo: Um levantamento publicado pelo Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, projeta cerca de 451 mil mortes adicionais no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027 associadas ao calor extremo do Super El Niño. O Brasil aparece em quinto lugar entre os países mais afetados, com 13,3 mil mortes estimadas, das quais aproximadamente 8 mil concentradas no verão, entre dezembro e fevereiro. Os pesquisadores projetam alta de 1,2°C na temperatura média global e 44% mais dias de calor extremo do que em um ano comum.

EUIDEAL - Pesquisadores da Universidade de Chicago projetam que o calor extremo associado ao Super El Niño pode causar cerca de 451 mil mortes adicionais no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027. O levantamento, publicado pelo Climate Impact Lab, posiciona o Brasil em quinto lugar entre os países mais impactados pelo fenômeno, atrás de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia.

Os números do estudo

  • 451 mil mortes adicionais projetadas no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027
  • Brasil em 5º lugar no ranking global de mortalidade associada ao calor
  • 13,3 mil mortes estimadas no país, cerca de 8 mil delas concentradas no verão (dez-fev)
  • Temperatura média global deve subir 1,2°C acima do normal
  • 44% mais dias de calor extremo em relação a um ano comum

Brasil entre os cinco países mais afetados

Segundo o levantamento, o Brasil deve registrar 13,3 mil mortes ligadas a temperaturas extremas no período analisado pelos pesquisadores. Desse total, cerca de 8 mil óbitos estariam concentrados no verão, entre dezembro e fevereiro, quando as temperaturas tendem a atingir os patamares mais altos do ano no país.

No ranking global de mortalidade associada ao calor projetado pelo estudo, o Brasil fica atrás apenas de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia — todos países com grandes populações expostas a ondas de calor e, em vários casos, infraestrutura mais limitada para lidar com temperaturas extremas.

PosiçãoPaís
Nigéria
Indonésia
Sudão
Índia
Brasil

Temperaturas que eram esperadas só daqui a décadas

De acordo com o estudo, a temperatura média global deve ficar 1,2°C acima do normal durante o período do Super El Niño, o que resultaria em 44% mais dias de calor extremo em comparação a um ano comum. Os cientistas responsáveis pela pesquisa destacam que os termômetros devem atingir, já nos próximos meses, marcas que só eram esperadas para as próximas décadas de aquecimento global.

Termômetros devem atingir marcas que eram esperadas apenas para as próximas décadas
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Pesquisadores pedem reforço em políticas de emergência

Os autores do levantamento afirmam que as projeções têm como objetivo orientar governos na elaboração de políticas públicas de emergência diante do calor extremo. Entre as medidas citadas estão a expansão de centros de resfriamento, a criação de pontos de hidratação em áreas urbanas e o reforço de estruturas de saúde pública voltadas ao atendimento de casos relacionados a temperaturas elevadas.

IndicadorProjeção
Mortes adicionais no mundoCerca de 451 mil (jun/2026 a fev/2027)
Mortes projetadas no Brasil13,3 mil
Mortes no verão brasileiro (dez-fev)Cerca de 8 mil
Alta na temperatura média global1,2°C acima do normal
Aumento em dias de calor extremo44% a mais que um ano comum
Posição do Brasil no ranking5º país mais afetado

Nota do Eu Ideal
Os números apresentados nesta matéria são projeções do Climate Impact Lab, vinculado à Universidade de Chicago, e não estimativas oficiais de órgãos brasileiros como o Ministério da Saúde ou o Inmet. Novos boletins e atualizações do estudo podem alterar os valores citados até o fim do período analisado, em fevereiro de 2027.
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