Quatro meses após morte de mototaxista em Rolim de Moura, suspeito continua foragido
Delegado Dr. Daniel Hoffmann afirma que a Polícia Civil já reconstruiu a dinâmica do crime e aponta tentativa de roubo como motivação; câmeras de segurança e mensagens trocadas antes do encontro ajudaram nas investigações
O delegado Dr. Daniel Hoffmann detalhou à reportagem os principais pontos da investigação. Foto: Eu Ideal Resumo: Completam-se nesta quarta-feira quatro meses da morte de um mototaxista atraído para uma corrida particular entre Cacoal e Rolim de Moura. A Polícia Civil aponta Diego Fernando Mello Lima como principal suspeito e ainda não conseguiu localizá-lo. Segundo o delegado Dr. Daniel Hoffmann, imagens de câmeras de segurança, mensagens trocadas antes do encontro e laudos periciais permitiram reconstruir o crime, que teria começado como uma tentativa de roubo.
EUIDEAL - A Polícia Civil de Rondônia chega a quatro meses de buscas sem localizar o principal suspeito de matar um mototaxista que havia saído de Cacoal para atender a uma corrida particular na região de Rolim de Moura. O crime, ocorrido em maio deste ano, teve a vítima encontrada sem vida às margens de um curso d'água próximo à divisa entre os dois municípios. O delegado Dr. Daniel Hoffmann afirma que a apuração já esclareceu como o crime aconteceu, mas que falta prender o homem apontado como autor.
O que se sabe até agora
- Suspeito identificado é Diego Fernando Mello Lima, ainda não localizado pela polícia
- Vítima teria sido atraída sob o pretexto de um transporte particular saindo de Cacoal
- Investigação trabalha com a hipótese de tentativa de roubo como motivação do crime
- Laudos periciais apontam uso de uma corda e resistência da vítima no momento da ação
- Denúncias sobre o paradeiro do suspeito podem ser feitas pelo 190 ou pelo 197
Corrida particular teria sido pretexto para se aproximar da vítima
De acordo com o delegado Dr. Daniel Hoffmann, o primeiro contato entre a vítima e o suspeito teria se dado por meio de um pedido de transporte particular. Foi para atender a esse chamado que o mototaxista deixou Cacoal em direção ao encontro combinado.
Ao longo da apuração, contudo, a Polícia Civil passou a considerar que a real intenção por trás do contato seria outra: a prática de um roubo. Essa hipótese ganhou força à medida que os investigadores cruzaram imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo do trajeto com o conteúdo de mensagens trocadas entre as partes antes do encontro, reconstruindo etapa por etapa o deslocamento da vítima naquele dia.
Laudos apontam resistência da vítima durante a ação
Um dos pontos que a investigação destaca é o grau de violência empregado durante o crime. Segundo o delegado, os laudos periciais indicam que a vítima chegou a tentar se livrar de uma corda usada pelo suspeito.
Questionado sobre a possibilidade de o suspeito ter recuado da tentativa de roubo ou se arrependido no meio da ação, Hoffmann descartou essa leitura. Para ele, o desfecho fatal está diretamente ligado à reação da vítima diante da abordagem.
"Eu não acredito que tenha arrependimento na prática do crime. Eu acredito que o que levou à morte, ao óbito, foram as circunstâncias do fato, na hora da ação, da resistência", disse o delegado.
Hoffmann também classificou como um dos aspectos que mais impressionaram a equipe a forma como o crime teria sido executado. "O modus operandi, a crueldade em relação à ação criminosa perpetrada pelo suspeito com o objetivo de fazer um roubo", afirmou.

Investigação uniu Polícia Civil de Cacoal e Rolim de Moura
Por boa parte dos fatos que antecederam o crime ter se passado em Cacoal, a apuração contou com a participação direta da Polícia Civil daquele município. Segundo Hoffmann, a vítima era conhecida na cidade, o que exigiu um trabalho cuidadoso de levantamento de pessoas, endereços e imagens de segurança junto à comunidade local.
"Contamos com o apoio do doutor Erick, dos policiais de Cacoal. Até pela dificuldade, porque como a ação foi toda em Cacoal, as pessoas eram conhecidas, a vítima era conhecida em Cacoal", relatou o delegado.

Diego Fernando Mello Lima segue sendo procurado
Ainda que considere o crime esclarecido do ponto de vista investigativo, a Polícia Civil não conseguiu, até esta quarta-feira, localizar Diego Fernando Mello Lima, apontado como principal suspeito de matar o mototaxista.
A corporação pede a colaboração da população para reunir informações que ajudem a identificar o paradeiro dele. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 190, da Polícia Militar, ou pelo 197, da Polícia Civil.

| Vítima | Mototaxista de Cacoal, não identificado nesta matéria |
| Suspeito | Diego Fernando Mello Lima, ainda não localizado |
| Local do crime | Região de Rolim de Moura, próximo à divisa com Cacoal |
| Motivação apurada | Tentativa de roubo, segundo a Polícia Civil |
| Situação da investigação | Considerada esclarecida pela delegacia; suspeito segue foragido |
| 190 (Polícia Militar) ou 197 (Polícia Civil) |


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