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Porto Velho,18/09/2026

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Estudante de medicina e comparsa usam dados bancários de vítima para financiar carros elétricos em Porto Velho

Acadêmico e homem que cumpria pena com tornozeleira eletrônica são apontados como autores de fraude que elevou o limite de crédito da vítima para R$ 60 mil

Eu Ideal - Com informações do Rondoniaovivo
Estudante de medicina e comparsa usam dados bancários de vítima para financiar carros elétricos em Porto Velho Foto: Ilustrativa feita com IA/Gemini
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O que você precisa saber

  • O 8º Distrito Policial prendeu um estudante de medicina e um homem que cumpria pena em monitoramento eletrônico por fraude na compra de dois carros elétricos em Porto Velho.
  • Segundo a investigação, a dupla usou dados pessoais e bancários de uma mulher para elevar seu limite de crédito de cerca de R$ 13 mil para R$ 60 mil.
  • Com o crédito liberado, os suspeitos financiaram dois modelos Mini Dolphin em uma concessionária da BYD na capital.
  • A vítima ainda foi coagida por WhatsApp a validar a compra por reconhecimento facial e a repassar o valor do limite usando sua própria maquininha de cartão.

Um estudante de medicina e um homem que cumpria pena em regime de monitoramento eletrônico foram presos pelo 8º Distrito Policial (8º DP), na zona Leste de Porto Velho, suspeitos de aplicar um golpe que resultou na compra fraudulenta de dois veículos elétricos. As prisões são fruto de uma investigação sobre um esquema descoberto após a vítima perceber movimentações estranhas em sua conta bancária.



De acordo com o apurado pela polícia, o homem monitorado por tornozeleira eletrônica, que já possuía antecedentes por estelionato e violência doméstica, teria se aproximado da vítima sob o pretexto de realizar uma transferência de R$ 250 mil em seu favor. Foi assim que ele obteve acesso a informações pessoais e bancárias da mulher, dado que usaria em seguida para dar início à fraude.

Com os dados em mãos, o suspeito conseguiu elevar artificialmente o limite de crédito da vítima, que passou de uma faixa entre R$ 12 mil e R$ 13 mil para R$ 60 mil, valor suficiente para financiar dois automóveis elétricos do modelo Mini Dolphin em uma concessionária da BYD na capital.

A retirada dos carros na loja, segundo as investigações, ficou a cargo do estudante de medicina, que teria atuado como o elo entre a fraude bancária e a concretização da compra junto à concessionária. Enquanto os veículos eram movimentados, a vítima passou a ser pressionada por mensagens no WhatsApp.

Segundo apurado pelo 8º DP, o autor da fraude induziu a mulher a realizar um reconhecimento facial sob a justificativa de que o procedimento serviria para retirar os carros do nome dela, quando, na prática, a verificação servia para validar o financiamento em curso. Na sequência, ele ainda solicitou, sem autorização, a emissão de um cartão de crédito adicional em nome da vítima.

A coação seguiu até o desfecho do golpe: a vítima foi pressionada a sacar o valor total do novo limite de crédito, de R$ 60 mil, utilizando a própria maquininha de cartão, repassando o dinheiro aos golpistas.

Como agiu a dupla

  • Abordagem: promessa de transferência de R$ 250 mil para obter dados pessoais e bancários da vítima
  • Fraude bancária: aumento do limite de crédito de R$ 12-13 mil para R$ 60 mil
  • Compra: financiamento de dois veículos Mini Dolphin em concessionária da BYD
  • Coação final: reconhecimento facial forçado e saque do limite via maquininha da própria vítima

A investigação foi conduzida pela delegada titular do 8º DP, Fabiana Moreira. Diante das provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois suspeitos e determinou o sequestro judicial dos dois carros elétricos adquiridos com a fraude. Os investigados devem responder por estelionato, falsidade ideológica e coação.

Com as prisões, a expectativa da polícia é reconstituir por completo a cadeia de participação de cada um dos envolvidos no esquema, além de verificar se há outras vítimas do mesmo golpe em Porto Velho.

Nota da redação

Os nomes dos presos não foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil até a publicação desta matéria. O Portal Eu Ideal preserva a presunção de inocência dos investigados e seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.




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