PF mira quem vazou aviso da Operação Reduto ao presidente da ALE-RO, Alex Redano e seus assessores
Ação desta sexta (18) apura quem avisou Redano e assessores um dia antes das buscas de julho
Foto: Redes Sociais/ Eu Ideal/ PF O que você precisa saber
- PF e GAECO cumprem 11 mandados em Porto Velho e Ariquemes para apurar quem vazou informações sigilosas da Operação Reduto.
- A nota oficial da PF não cita nomes, mas a imprensa local aponta o presidente da ALE-RO, Alex Redano, e assessores dele como alvos.
- Na Reduto original, em julho, Redano e a esposa, a prefeita de Ariquemes Carla Redano, já haviam sido apontados como alvos.
- Um vídeo publicado por Redano horas antes das buscas de julho alimentou a suspeita de vazamento.
A Polícia Federal, em atuação conjunta com o GAECO do Ministério Público de Rondônia, deflagrou nesta sexta-feira (18) uma nova fase da Operação Reduto, agora voltada a identificar quem vazou informações sigilosas sobre a operação original antes de seus mandados serem cumpridos, em julho. Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, estão sendo cumpridos em Porto Velho e Ariquemes.
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Em nota oficial, a Polícia Federal informou que a ação apura os crimes de violação de sigilo funcional, obstrução a investigação de organização criminosa e fraude processual, sem citar nomes dos alvos. Segundo apurado pela imprensa local, no entanto, a operação desta sexta mira o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Redano, e um grupo de cinco a seis assessores ligados a ele.
Relembre o caso
- 9 de julho: Operação Reduto original cumpre 19 mandados contra suposto esquema de fraude em licitações e desvio de recursos na Assembleia Legislativa
- Bloqueio de bens: até R$ 9 milhões
- Alvos apontados na 1ª fase: Alex Redano e a esposa, a prefeita de Ariquemes Carla Redano, além do então diretor-geral da Assembleia, Rogério Gago
- 18 de setembro: nova fase apura possível vazamento que teria alertado os investigados um dia antes das buscas
O pano de fundo do caso remonta à véspera da deflagração da Operação Reduto original, em 9 de julho, quando a Polícia Federal cumpriu 19 mandados contra um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e pagamento de propina dentro da Assembleia Legislativa, com bloqueio de bens que chegou a R$ 9 milhões. Redano e sua esposa, a prefeita de Ariquemes Carla Redano, foram apontados como alvos daquela primeira fase, ao lado do então diretor-geral da Assembleia, Rogério Gago, que chegou a ser preso.
A coincidência entre esses movimentos e a operação do dia seguinte alimentou, já em julho, suspeitas de que ambos teriam sido avisados com antecedência sobre a ação policial, o que motivou inclusive uma representação criminal protocolada por um deputado federal pedindo apuração do possível vazamento.
É justamente essa suspeita que a Polícia Federal e o GAECO tentam agora esclarecer: identificar a origem e o caminho percorrido pela informação sigilosa até chegar aos investigados, reunindo provas que permitam apontar responsáveis pela quebra do sigilo que, segundo as autoridades, comprometeu parte da operação original.
Nota da redação
Alex Redano e os demais citados são investigados e não foram condenados pela Justiça. A nota oficial da Polícia Federal sobre a operação desta sexta-feira não identifica nominalmente os alvos das buscas. O Portal Eu Ideal preserva a presunção de inocência dos envolvidos e seguirá acompanhando o caso.


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