Investigado por fraude milionária em livros, ex-prefeito de Ji-Paraná acaba preso por outro motivo
Isaú Fonseca foi detido nesta quinta-feira (17) não pelo objeto principal da investigação, um contrato de R$ 1,9 milhão fechado em apenas sete dias no fim de 2024 para material sobre saúde bucal nas escolas.
Foto: Gente de Opinião O que você precisa saber
- O ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, foi preso nesta quinta-feira (17) durante operação da Polícia Federal.
- A prisão não teve relação direta com o alvo da investigação, mas com uma arma de fogo sem registro encontrada em sua casa.
- A apuração da PF mira um contrato de R$ 1,9 milhão para material de saúde bucal nas escolas, fechado em apenas sete dias no fim de 2024.
- Fonseca já havia sido afastado do cargo em 2023 por improbidade e teve bens bloqueados em 2025 por suspeita de nepotismo.
Uma arma de fogo sem registro encontrada durante uma busca policial acabou levando o ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, à prisão nesta quinta-feira (17). A ironia do caso é que essa não era a irregularidade que motivou a ação da Polícia Federal: o alvo da operação é uma suspeita de fraude em uma compra relâmpago de livros didáticos, fechada ainda no fim de 2024, durante a reta final de sua gestão à frente do município.
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Segundo apurou a reportagem, o contrato sob investigação envolve a aquisição de material voltado à saúde bucal para uso em escolas, avaliado em cerca de R$ 1,9 milhão. O que chamou atenção dos investigadores foi a velocidade da contratação: todo o processo teria sido fechado em apenas sete dias, prazo considerado atípico para esse tipo de compra pública e que agora é analisado como possível indício de irregularidade.
Para reunir provas sobre o caso dos livros, a Polícia Federal atuou em conjunto com órgãos de controle da União, cumprindo mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-prefeito.
O episódio se soma a uma sequência de problemas judiciais enfrentados por Isaú Fonseca nos últimos anos. Em 2023, o Superior Tribunal de Justiça manteve decisão que o afastava do cargo de prefeito em razão de um processo por improbidade administrativa. Já no início de 2025, a Justiça de Rondônia decretou a indisponibilidade de bens do ex-prefeito em outra ação por improbidade, dessa vez sob acusação de nepotismo, já que ele teria nomeado a companheira para um cargo público sem que ela efetivamente exercesse a função, causando prejuízo aos cofres municipais.
A investigação sobre a compra de livros segue em andamento, e a Polícia Federal ainda não detalhou publicamente quantas pessoas são alvo da apuração nem qual será o desdobramento do flagrante pela arma encontrada na casa do ex-prefeito.


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