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Porto Velho,16/09/2026

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PF mira esquema de madeira ilegal extraída de terras indígenas em Rondônia e cumpre 19 mandados

Ação da Polícia Federal em Espigão D'Oeste e Vilhena mira a cadeia de extração, transporte e venda de madeira das Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã;

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PF mira esquema de madeira ilegal extraída de terras indígenas em Rondônia e cumpre 19 mandados Foto: Reprodução
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O que você precisa saber

  • A Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Espigão D'Oeste e Vilhena contra suspeita de extração e venda ilegal de madeira de terras indígenas.
  • A madeira teria origem nas Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã, em Rondônia.
  • A investigação começou após dois homens serem presos em flagrante transportando toras sem documentação de origem.
  • Segundo a PF, o grupo pode ter usado empresas de fachada, documentos falsos e créditos florestais irregulares para dar aparência de legalidade à madeira.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16) uma operação voltada a desmontar um esquema suspeito de retirar, transportar e vender de forma clandestina madeira originária de terras indígenas de Rondônia, com destaque para as Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã. Ao todo, 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, foram cumpridos simultaneamente em residências e sedes de empresas nos municípios de Espigão D'Oeste e Vilhena.



O ponto de partida da apuração remonta à prisão em flagrante de dois homens flagrados transportando toras sem a documentação exigida para comprovar a origem legal da carga. A partir desse episódio, peritos da corporação passaram a examinar celulares e outros aparelhos eletrônicos apreendidos com os suspeitos, e o material teria revelado indícios de que a rede envolveria mais pessoas, atuando em diferentes elos da cadeia: da extração da madeira dentro das terras indígenas até seu armazenamento, beneficiamento e venda final.

Segundo a investigação, o grupo também teria recorrido a empresas de fachada, documentos falsificados e créditos florestais obtidos de maneira irregular para disfarçar a origem ilícita da madeira e fazê-la circular no mercado com aparência de regularidade.

É justamente esse ponto que agora concentra parte dos esforços da Polícia Federal, que busca mapear para onde as cargas eram efetivamente destinadas e quem, ao final da cadeia, lucrava financeiramente com o esquema.

Ainda não há uma definição fechada sobre o enquadramento penal de cada um dos investigados. De acordo com a Polícia Federal, as responsabilidades individuais só serão estabelecidas conforme o avanço das apurações, mas a expectativa é de que os envolvidos possam responder por crimes ligados à exploração e à comercialização ilegal de produtos florestais, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo do inquérito.




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