ConCafé 2026 entra na fase decisiva com análise sensorial de mais de 370 amostras em Cacoal
Especialistas avaliam aroma, sabor, acidez e corpo dos cafés produzidos em Rondônia para identificar os destaques de uma safra que já surpreende os avaliadores
Avaliadores degustam amostras de café durante a fase de análise sensorial do ConCafé 2026, no IFRO Campus Cacoal. Foto: Eu Ideal
Resumo: O ConCafé 2026 chegou a uma de suas etapas mais importantes: a análise sensorial das amostras inscritas no concurso. Realizada no IFRO Campus Cacoal, a avaliação reúne profissionais especializados para identificar a qualidade e as características dos cafés produzidos em Rondônia. A edição registrou mais de 370 inscrições, superando o número do ano anterior.Publicidade
EUIDEAL - O ConCafé 2026 entrou em sua fase decisiva em Cacoal. Depois de etapas como auditoria, análise física e torra, os cafés inscritos estão sendo submetidos à avaliação sensorial que ajudará a definir os melhores exemplares da competição.
Nesta fase, profissionais especializados degustam as amostras sem conhecer previamente sua origem e analisam uma série de características presentes na bebida. Aroma, fragrância, sabor, acidez, corpo e doçura estão entre os atributos considerados.
Segundo José Augusto, juiz principal da competição, mais de 150 amostras já haviam passado pela avaliação, enquanto outra parte ainda aguardava a degustação.
Assista reportagem:
RESUMO DA MATÉRIA
- ConCafé 2026 entra na fase de análise sensorial, realizada no IFRO Campus Cacoal;
- Edição deste ano recebeu mais de 370 amostras, número maior que o registrado no ano anterior;
- Avaliadores identificaram perfis sensoriais com notas de cacau, açúcar mascavo, caramelo e frutas tropicais como guaraná e açaí;
- Presidente da Caferon destaca maior mobilização de produtores, incluindo aumento da participação indígena;
- Robustas amazônicos ganham espaço na competição pela diversidade de sabores.
Qualidade surpreende avaliadores
Mesmo diante de uma safra considerada desafiadora em razão das condições climáticas, José Augusto afirma que a qualidade encontrada até agora tem surpreendido.
Durante as provas, os especialistas identificaram diferentes perfis sensoriais, incluindo características associadas a cacau, açúcar mascavo e caramelo, além de notas de frutas tropicais, como guaraná e açaí. A diversidade encontrada nas xícaras, segundo o avaliador, ajuda a demonstrar o potencial dos cafés produzidos em Rondônia para diferentes mercados consumidores.
"Até a última amostra a ser avaliada, a gente espera encontrar grandes preciosidades."
Cafés passam por diferentes etapas
A análise sensorial é apenas uma das fases enfrentadas pelas amostras até a definição dos vencedores. Antes de chegar às mesas dos avaliadores, os cafés passam por procedimentos de controle, avaliação física e torra.
Na degustação, o café torrado e moído é preparado com água para que os profissionais consigam identificar seus atributos. Entre os aspectos observados estão o tipo de acidez, a intensidade da doçura, a textura do corpo da bebida e sua complexidade aromática. A expectativa é que o processo avance até a definição dos cafés de maior pontuação da edição.
Produtores buscam cada vez mais qualidade
Para Juan Travaín, presidente da Caferon, o crescimento na participação demonstra também uma maior mobilização dos produtores em busca de qualidade e valorização do café rondoniense.
Segundo ele, o trabalho realizado pelos técnicos junto às propriedades tem contribuído para incentivar cafeicultores de diferentes municípios a encaminharem suas amostras ao concurso. A edição deste ano também registrou maior participação de produtores indígenas, conforme relatado durante a entrevista.
Juan destacou ainda a importância do IFRO Campus Cacoal para o desenvolvimento da cafeicultura e para a realização das etapas técnicas da competição.
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Robusta amazônico ganha espaço
A avaliação também reforça o protagonismo dos robustas amazônicos, que vêm conquistando espaço pela diversidade de sabores e pelo avanço na qualidade dos grãos produzidos na região.
Para a Caferon, o aumento no número de amostras não representa apenas crescimento da produção, mas principalmente uma busca dos cafeicultores por aperfeiçoamento e por cafés capazes de atender a um mercado cada vez mais exigente.
A expectativa agora se concentra na conclusão das avaliações e na descoberta dos cafés que alcançarão as maiores pontuações do ConCafé 2026.



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