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Porto Velho,16/09/2026

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ConCafé 2026 entra na fase decisiva com análise sensorial de mais de 370 amostras em Cacoal

Especialistas avaliam aroma, sabor, acidez e corpo dos cafés produzidos em Rondônia para identificar os destaques de uma safra que já surpreende os avaliadores

Eu Ideal
ConCafé 2026 entra na fase decisiva com análise sensorial de mais de 370 amostras em Cacoal Avaliadores degustam amostras de café durante a fase de análise sensorial do ConCafé 2026, no IFRO Campus Cacoal. Foto: Eu Ideal
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Resumo: O ConCafé 2026 chegou a uma de suas etapas mais importantes: a análise sensorial das amostras inscritas no concurso. Realizada no IFRO Campus Cacoal, a avaliação reúne profissionais especializados para identificar a qualidade e as características dos cafés produzidos em Rondônia. A edição registrou mais de 370 inscrições, superando o número do ano anterior.

EUIDEAL - O ConCafé 2026 entrou em sua fase decisiva em Cacoal. Depois de etapas como auditoria, análise física e torra, os cafés inscritos estão sendo submetidos à avaliação sensorial que ajudará a definir os melhores exemplares da competição.





Nesta fase, profissionais especializados degustam as amostras sem conhecer previamente sua origem e analisam uma série de características presentes na bebida. Aroma, fragrância, sabor, acidez, corpo e doçura estão entre os atributos considerados.

Segundo José Augusto, juiz principal da competição, mais de 150 amostras já haviam passado pela avaliação, enquanto outra parte ainda aguardava a degustação.

Assista  reportagem:



RESUMO DA MATÉRIA

  • ConCafé 2026 entra na fase de análise sensorial, realizada no IFRO Campus Cacoal;
  • Edição deste ano recebeu mais de 370 amostras, número maior que o registrado no ano anterior;
  • Avaliadores identificaram perfis sensoriais com notas de cacau, açúcar mascavo, caramelo e frutas tropicais como guaraná e açaí;
  • Presidente da Caferon destaca maior mobilização de produtores, incluindo aumento da participação indígena;
  • Robustas amazônicos ganham espaço na competição pela diversidade de sabores.

Qualidade surpreende avaliadores

Mesmo diante de uma safra considerada desafiadora em razão das condições climáticas, José Augusto afirma que a qualidade encontrada até agora tem surpreendido.

Durante as provas, os especialistas identificaram diferentes perfis sensoriais, incluindo características associadas a cacau, açúcar mascavo e caramelo, além de notas de frutas tropicais, como guaraná e açaí. A diversidade encontrada nas xícaras, segundo o avaliador, ajuda a demonstrar o potencial dos cafés produzidos em Rondônia para diferentes mercados consumidores.

José Augusto, juiz principal do ConCafé 2026, concede entrevista

José Augusto, juiz principal da competição, avalia que a qualidade dos cafés desta edição tem surpreendido, mesmo diante de uma safra desafiadora. Foto: Eu Ideal
"Até a última amostra a ser avaliada, a gente espera encontrar grandes preciosidades."
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Cafés passam por diferentes etapas

A análise sensorial é apenas uma das fases enfrentadas pelas amostras até a definição dos vencedores. Antes de chegar às mesas dos avaliadores, os cafés passam por procedimentos de controle, avaliação física e torra.

Na degustação, o café torrado e moído é preparado com água para que os profissionais consigam identificar seus atributos. Entre os aspectos observados estão o tipo de acidez, a intensidade da doçura, a textura do corpo da bebida e sua complexidade aromática. A expectativa é que o processo avance até a definição dos cafés de maior pontuação da edição.

Produtores buscam cada vez mais qualidade

Para Juan Travaín, presidente da Caferon, o crescimento na participação demonstra também uma maior mobilização dos produtores em busca de qualidade e valorização do café rondoniense.

Juan Travaín, presidente da Caferon, concede entrevista sobre o ConCafé 2026

Juan Travaín, presidente da Caferon, destaca a mobilização crescente dos produtores rondonienses em busca de qualidade. Foto: Eu Ideal

Segundo ele, o trabalho realizado pelos técnicos junto às propriedades tem contribuído para incentivar cafeicultores de diferentes municípios a encaminharem suas amostras ao concurso. A edição deste ano também registrou maior participação de produtores indígenas, conforme relatado durante a entrevista.

Juan destacou ainda a importância do IFRO Campus Cacoal para o desenvolvimento da cafeicultura e para a realização das etapas técnicas da competição.

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Robusta amazônico ganha espaço

A avaliação também reforça o protagonismo dos robustas amazônicos, que vêm conquistando espaço pela diversidade de sabores e pelo avanço na qualidade dos grãos produzidos na região.

Para a Caferon, o aumento no número de amostras não representa apenas crescimento da produção, mas principalmente uma busca dos cafeicultores por aperfeiçoamento e por cafés capazes de atender a um mercado cada vez mais exigente.

A expectativa agora se concentra na conclusão das avaliações e na descoberta dos cafés que alcançarão as maiores pontuações do ConCafé 2026.




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