Operação Página Virada mira fraude em contratos da educação de Ji-Paraná e apreende R$ 1 milhão
PF cumpriu 15 mandados em sete cidades e prendeu o ex-prefeito Isaú Fonseca por posse irregular de arma
Foto: Reprodução O que você precisa saber
- A PF deflagrou a Operação Página Virada e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em sete cidades de cinco estados.
- Mais de R$ 1 milhão em espécie foram encontrados em um endereço alvo em Belém (PA).
- A investigação mira contratos da Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná durante a gestão de Isaú Fonseca.
- Fonseca foi preso em flagrante, mas por posse de arma de fogo sem registro, não pelo alvo principal da operação.
Uma investigação sobre possíveis fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná ganhou força nesta quinta-feira (17) com a deflagração da Operação Página Virada, da Polícia Federal. Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em sete cidades espalhadas por cinco estados: Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste, em Rondônia; Formosa, em Goiás; Brasília; Curitiba; Rio de Janeiro; e Belém.
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Foi justamente em um dos endereços alvo da operação, na capital paraense, que os agentes localizaram mais de R$ 1 milhão em espécie, valor apreendido junto a um dos investigados. Aparelhos eletrônicos também foram recolhidos durante as buscas, e devem passar por perícia para ajudar a reconstituir a cadeia de decisões por trás dos contratos questionados.
Ficha da operação
- Mandados cumpridos: 15, em sete cidades de cinco estados
- Cidades: Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste (RO), Formosa (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA)
- Apreensões: mais de R$ 1 milhão em espécie, aparelhos eletrônicos e uma arma de fogo sem registro
- Crimes investigados: associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção
O alvo da apuração é o período em que Isaú Fonseca esteve à frente da prefeitura de Ji-Paraná. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que agentes políticos, servidores públicos e representantes de empresas tenham atuado de forma articulada para direcionar contratações voltadas ao fornecimento de materiais didáticos complementares às escolas municipais, parte delas por meio de contratação direta. A investigação também busca apurar se houve aquisição de materiais desnecessários, gerando prejuízo aos cofres do município.
A Polícia Federal investiga a ocorrência de crimes como associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção. A responsabilização de cada um dos envolvidos, no entanto, ainda depende da apuração do grau de participação individual de cada suspeito no esquema.


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