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Porto Velho,18/09/2026

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Defesa de estudante de medicina preso por suposto golpe com carro elétrico nega crime e fala em "desacerto comercial"

Em entrevista ao Portal Eu Ideal, o advogado Antônio Carlos diz que acadêmico foi localizado em sala de aula, tem residência fixa e bons antecedentes, e defende que ele responda ao processo em liberdade

Eu Ideal
Defesa de estudante de medicina preso por suposto golpe com carro elétrico nega crime e fala em Foto: Eu Ideal
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O que você precisa saber

  • Em entrevista ao Portal Eu Ideal, o advogado Antônio Carlos, defensor do estudante de medicina preso por suposto golpe na compra de carros elétricos, nega qualquer crime.
  • Para a defesa, o caso é "meramente cível" e resulta de um desacerto comercial entre as partes, não de estelionato.
  • O advogado cita como pontos favoráveis ao cliente o fato de ele ter sido localizado em sala de aula, ter residência fixa, trabalho lícito, bons antecedentes e ser réu primário.
  • A defesa diz já ter acesso aos autos, participado da audiência de custódia e pretende pedir que o estudante responda ao processo em liberdade.

A defesa do estudante de medicina preso na semana passada, sob suspeita de participar de um golpe na compra de dois carros elétricos em Porto Velho, contesta a versão que levou às prisões e afirma que o caso não passa de um desentendimento comercial. Em entrevista ao Portal Eu Ideal, quem fala é o advogado Antônio Carlos, responsável pela defesa do acadêmico, detido ao lado de um homem que cumpria pena em regime de monitoramento eletrônico e que a polícia aponta como parceiro dele no suposto esquema envolvendo veículos da BYD.



Para o advogado, o que motivou as prisões foi, na verdade, uma compra e venda de dois veículos automotores entre o estudante e outra pessoa, negócio que teria terminado em desacordo entre as partes, não em crime.

"A questão em si é meramente cível. A suposta vítima tenta, a todo e qualquer custo, acionar a autoridade policial para tentar induzir a erro e sinalizar que ali houve alguma prática delituosa, mas isso não aconteceu. Estamos diante de um mero desacerto comercial, não houve nenhuma prática ilícita perpetrada pelo acadêmico de medicina" — Antônio Carlos, advogado de defesa

Segundo o advogado, a autoridade policial atribui ao estudante indícios de autoria pela prática de estelionato, em conjunto com outra pessoa cujo nome não foi revelado por estar sob segredo de justiça, num caso que teria sido gerado pelo próprio desacerto comercial. "Ele está respondendo, até então, por estelionato e exposição majorada, porque, em razão do desacerto, a autoridade policial alega que ele foi cobrar da suposta vítima para que ela efetivasse o negócio que haviam inicialmente acordado", explica.

Na avaliação da defesa, uma série de elementos reforça a tese de que não houve crime. "Muito pelo contrário: ele foi localizado ainda dentro da sala de aula, possui residência fixa, tem trabalho lícito, é réu primário, tem bons antecedentes e não faz parte de nenhuma organização criminosa", diz o advogado.

Antônio Carlos afirma que a defesa já teve acesso aos autos do processo e participou da audiência de custódia do estudante, procedimento em que a Justiça avalia se houve violação à integridade física do preso no momento da detenção. Segundo ele, o ato foi conduzido dentro das formalidades legais. "A defesa vai tomar, a partir de agora, todas as providências cabíveis, principalmente porque o fato de ele ser primário e ter bons antecedentes possibilita que responda ao processo em liberdade, uma vez que os fatos não condizem com a verdade", afirma.

Relembre o caso

  • O estudante de medicina e um homem em monitoramento eletrônico foram presos pelo 8º DP, suspeitos de fraude na compra de dois carros elétricos Mini Dolphin em Porto Velho
  • A investigação, conduzida pela delegada Fabiana Moreira, apontou que dados bancários de uma mulher teriam sido usados para elevar o limite de crédito dela e financiar os veículos
  • A Justiça decretou prisão preventiva e determinou o sequestro dos carros
  • Agora, a defesa do estudante apresenta uma versão distinta, classificando o caso como um desacerto comercial, sem crime

O advogado foi direto ao classificar o episódio como uma possível ofensa à imagem do cliente. "A defesa não vai se curvar diante dessa falácia, diante dessa prática que posso até concluir ser um ato contra a dignidade do meu cliente, que é um estudante de medicina. Medidas contra essas supostas vítimas já serão tomadas", disse.

Ele reservou detalhes mais aprofundados da estratégia jurídica para o momento da instrução processual, mas reforçou a confiança na absolvição do acadêmico. "Acredito inteiramente na inocência dele, principalmente porque é uma pessoa dedicada ao trabalho e à família. Após toda essa situação vexatória, a imagem dele vem sendo estraçalhada indevidamente, mas confio na justiça: sem sombra de dúvida, a absolvição dele vai vir à tona", concluiu Antônio Carlos.

Nota da redação

Os nomes dos investigados seguem sob sigilo processual, e ambos permanecem amparados pela presunção de inocência. Esta matéria traz a versão apresentada pela defesa em entrevista ao Portal Eu Ideal; a apuração da Polícia Civil, que motivou as prisões, foi tratada em reportagem anterior deste portal.





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